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Fim dos sorvetes: Nestlé encerra produção no Brasil

Por Da redação/Pira1 |
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Divulgação
A Nestlé vai abandonar a produção de sorvetes e mudar o rumo dos negócios.
A Nestlé vai abandonar a produção de sorvetes e mudar o rumo dos negócios.

 O freezer nunca mais será o mesmo. A Nestlé anunciou que vai deixar de fabricar sorvetes no Brasil, encerrando uma trajetória que marcou gerações de consumidores. Para quem cresceu escolhendo sabores da marca no supermercado, a notícia tem gosto de despedida. Mas, por trás da nostalgia, existe estratégia.

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A gigante suíça decidiu vender sua operação no segmento e redirecionar forças para áreas mais lucrativas, como café, nutrição, alimentos e produtos para pets — hoje os verdadeiros motores do faturamento global da companhia.

O movimento não acontece por acaso. A empresa enfrenta um cenário desafiador: o lucro líquido recuou 17% no último ano, enquanto a receita também apresentou leve queda. Diante da pressão sobre os resultados, a ordem é enxugar, simplificar e focar no que dá mais retorno.

Sob a liderança de Philipp Navratil, presidente da Nestlé no Brasil, a companhia iniciou uma reestruturação para fortalecer marcas estratégicas e aumentar a eficiência operacional. Em comunicado, o executivo deixou claro que o objetivo é concentrar recursos em negócios mais rentáveis e competitivos.

A operação de sorvetes será transferida para a Froneri, empresa criada em 2016 por meio de uma parceria entre a própria Nestlé e o fundo PAI Partners. A multinacional já vinha reduzindo sua presença no segmento nos últimos anos e agora dá o passo final para sair de vez da categoria.

Os produtos não devem desaparecer imediatamente das prateleiras. O que muda é o controle do negócio. Ainda assim, para o mercado, o simbolismo é forte: uma das maiores empresas de alimentos do mundo está deixando para trás um setor tradicional para apostar em margens mais robustas.

A decisão representa muito mais que o fim de uma linha de produtos. Ela revela um novo posicionamento corporativo, focado em eficiência, rentabilidade e fortalecimento das marcas globais.

Para o consumidor, pode ser apenas a troca do logotipo na embalagem. Para o mercado, é um recado claro: a Nestlé está reescrevendo sua história no Brasil — mesmo que isso signifique abrir mão de um dos capítulos mais doces de sua trajetória.

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