NOVA REGRA

PL prevê dedução no IR de gastos com saúde de pets; ENTENDA

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
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O Projeto de Lei 6307/25 autoriza a dedução de até R$ 3 mil por ano em despesas com cães e gatos.
O Projeto de Lei 6307/25 autoriza a dedução de até R$ 3 mil por ano em despesas com cães e gatos.

Contribuintes que investem na saúde preventiva de seus animais de estimação poderão ter um alívio no Imposto de Renda. O Projeto de Lei 6307/25 autoriza a dedução de até R$ 3 mil por ano em despesas com cães e gatos.

O teto poderá ser ampliado em 50% — chegando a R$ 4,5 mil — quando o animal tiver sido adotado em abrigo público ou entidade de proteção animal sem fins lucrativos, medida que busca incentivar a adoção responsável e o controle populacional.

A proposta tramita na Câmara dos Deputados e altera a Lei 9.250/95, que disciplina a legislação do Imposto de Renda no país.

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Quais gastos entram na dedução

O texto delimita que apenas despesas relacionadas à saúde preventiva poderão ser abatidas. Procedimentos estéticos ou tratamentos emergenciais ficam de fora.

Entre os gastos autorizados estão:

  • Vacinação obrigatória e complementar;
  • Castração, tanto cirúrgica quanto química;
  • Implantação de microchip ou identificador eletrônico;
  • Consultas veterinárias de rotina;
  • Exames laboratoriais voltados à prevenção de zoonoses;
  • Medicamentos e insumos diretamente vinculados a esses procedimentos.

Para ter direito ao benefício, o tutor deverá apresentar nota fiscal com identificação do profissional ou da clínica responsável. O animal também precisará estar cadastrado em sistema oficial reconhecido pelo poder público.

Saúde pública como foco

Além do incentivo fiscal, o projeto institui a Política Nacional de Incentivo Fiscal à Saúde Única de Cães e Gatos. A proposta se baseia no conceito de “saúde única”, que integra saúde humana, animal e ambiental.

O objetivo é permitir a integração de informações entre a administração tributária e órgãos de vigilância em saúde, fortalecendo campanhas de vacinação e ações de prevenção de doenças transmissíveis.

Dados mencionados na justificativa apontam que o Brasil possui cerca de 160 milhões de animais de estimação, o que amplia a relevância de políticas voltadas ao controle de zoonoses. A expectativa é que a prevenção reduza casos de doenças que impactam diretamente o sistema público, como o Sistema Único de Saúde.

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso receba parecer favorável nesses colegiados, poderá seguir para o Senado sem necessidade de votação no plenário da Câmara.

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