CRIME BRUTAL

Jovem leva 15 facadas no rosto após recusar pedido de namoro

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Redes Sociais
Alana Anisio Rosa, estudante de 20 anos, tinha o sonho de ser médica.
Alana Anisio Rosa, estudante de 20 anos, tinha o sonho de ser médica.

Uma jovem de 20 anos foi atingida com mais de 15 facadas no rosto após recusar um pedido de namoro. O crime ocorreu dentro da própria casa, onde ela foi surpreendida pelo agressor.

Os golpes também atingiram outras regiões do corpo e causaram ferimentos graves. A estudante foi encontrada pela mãe caída e com muito sangue, sendo socorrida imediatamente. O número exato de facadas ainda é apurado, mas familiares relatam que os ferimentos ultrapassam 15.

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Cirurgia de cinco horas e estado crítico

A vítima foi levada às pressas para um hospital particular, onde passou por uma cirurgia que durou cerca de cinco horas. Inicialmente, houve uma leve melhora no quadro clínico, e ela chegou a ser retirada da ventilação mecânica.

Horas depois, no entanto, o estado voltou a se agravar, exigindo que os médicos a sedassem novamente e a mantivessem sob ventilação assistida. O quadro é considerado grave, e ela permanece internada na UTI.

Rejeição e insistência

O ataque aconteceu em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com familiares, a jovem e o suspeito nunca tiveram um relacionamento. O contato entre eles teria ocorrido apenas pelas redes sociais. O homem teria demonstrado interesse após vê-la em uma academia e passou a enviar flores, chocolates e presentes à residência da estudante, mesmo sem reciprocidade.

Em dezembro, ao enviar mais um buquê, o suspeito revelou sua identidade e formalizou um pedido de namoro por meio de um bilhete. A jovem recusou, afirmando que estava focada nos estudos e tinha como meta cursar medicina.

Segundo relatos, após a negativa, o comportamento dele se tornou insistente. Na quinta-feira (5), ele teria ido até a casa da vítima, mas foi impedido de se aproximar pelo cachorro da família. No dia seguinte, retornou ao local e cometeu o ataque.

Prisão preventiva

O suspeito foi detido e passou por audiência de custódia. A Justiça converteu a prisão temporária em preventiva, mantendo-o preso enquanto o inquérito segue em andamento.

O caso reacende o alerta para crimes motivados por rejeição e reforça o debate sobre a escalada da violência contra mulheres no país.

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