Ela chorava por mensagem, implorava por ajuda e dizia estar vivendo um pesadelo. Do outro lado do oceano, duas amigas em Portugal acreditavam em cada palavra. No Brasil, a suposta vítima seguia a vida normalmente — porque tudo não passava de um golpe frio, calculado e cruel.
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Uma mulher de 39 anos, moradora do bairro Nova Suíça, em Piracicaba, foi presa pela Polícia Civil após simular um sequestro digno de filme de horror, para arrancar dinheiro das próprias amigas. A farsa incluía acusações falsas de cárcere privado, violência sexual e ameaças constantes, tudo para forçar transferências bancárias “urgentes”.
Para dar mais peso à mentira, a golpista enviava fotos íntimas e imagens que supostamente mostrariam o cativeiro. O objetivo era um só: causar pânico e abrir as carteiras. E funcionou. Mais de R$ 3.500 foram enviados, acreditando que estavam salvando uma vida.
Mas o teatro começou a ruir quando uma denúncia internacional chegou à Polícia Civil. Os investigadores estranharam rápido: enquanto pedia socorro, a mulher fazia compras, conversava com a família e mantinha uma rotina absolutamente normal.
A perícia desmontou o golpe peça por peça. As imagens eram forjadas, o sequestro nunca existiu e o dinheiro não foi para criminosos — foi direto para contas da própria suspeita.
Com o cenário escancarado, a Polícia Civil deflagrou a operação “Sequestro Fantasma”. Celulares foram apreendidos, o teatro acabou e a algema veio. Pressionada pelas provas, a mulher confessou o crime de extorsão.
No fim, o sequestro era mentira. O desespero das vítimas, não. E o golpe terminou onde sempre termina: na delegacia.