A atual Secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, encontra-se no centro de uma tempestade política que mistura decisões letais em sua gestão pública e revelações brutais de sua vida privada. Apelidada por opositores de “Barbie do ICE”, Noem enfrenta pedidos de demissão que ganharam força após a divulgação de trechos de sua autobiografia e o agravamento de uma crise migratória em Minnesota.
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A trajetória de Kristi Noem passou a ser questionada sob uma nova ótica após ela confessar, em livro próprio, ter executado a tiros um filhote de apenas 14 meses. Segundo o relato, o animal, um cão da raça Pointer chamado Cricket, foi morto por ser considerado "indomável" para o trabalho na fazenda.
Sem demonstrar arrependimento na obra, a secretária também detalhou o sacrifício de uma cabra de sua propriedade, alegando que o animal apresentava comportamento agressivo. Para críticos e defensores dos direitos dos animais, os episódios revelam um traço de personalidade que agora reflete em suas políticas de segurança pública.
Conflito em Minnesota
Enquanto o passado pessoal de Noem gera repúdio, sua gestão no Departamento de Segurança Interna enfrenta uma crise institucional sem precedentes em Minneapolis. Uma operação intensiva do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas), iniciada no final de 2025, resultou em episódios de violência fatal:
- Baixas em operações: O enfermeiro Alex Pretti e a cidadã Renee Nicole Good morreram em intervenções de agentes federais, desencadeando uma onda de protestos
- Resistência local: O governador Tim Walz e autoridades municipais exigem a retirada imediata das tropas federais, denunciando abusos contra residentes e prisões arbitrárias
- Ampliação de poderes: Relatórios apontam que, sob a batuta de Noem, o governo autorizou prisões sem a necessidade de mandados judiciais em situações específicas, elevando a tensão jurídica
O futuro político e o respaldo da Casa Branca
Apesar da pressão coordenada no Congresso por democratas e até alguns republicanos, o presidente Donald Trump mantém o apoio à sua secretária. O mandatário chegou a classificar as críticas como ataques de gênero, embora tenha sinalizado uma tentativa de "desescalada" no conflito em Minnesota.
Atualmente, o governo estuda reduzir a presença de agentes federais no estado e já efetuou a troca do comando da operação local, numa tentativa de blindar Noem e diminuir o desgaste político causado tanto pelas mortes em Minneapolis quanto pelas revelações sobre o destino de seu antigo animal de estimação.