O Conselho Estadual de Representantes (CER) da Apeoesp, reunido no último sábado (31), em São Paulo, marcou ato e assembleia em defesa do magistério paulista e não descarta a deflagração e greve dos professores da rede estadual contra os ataques do governador do Estado de São Paulo Tarcísio de Freitas contra a educação pública e os professores.
No dia 11 de fevereiro será realizado ato público em frente à Secretaria Estadual da Educação (SEDUC), na Praça da República, para exigir atribuição de aulas justa e nenhum professor sem aula, nenhum estudante sem professor, enquanto que no dia seis de março, às 16 horas, será realizada assembleia estadual da campanha salarial e educacional de 2026, que deverá definir os passos para a deflagração da greve da categoria, caso o governador continue atacando a educação pública e os professores.
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No encontro do Conselho Estadual de Representantes da Apeoesp, que foi marcado por uma mesa ampla, com participação de representantes da CUT, CTB, Intersindical, AFUSE, APASE, SindSaúde-SP, SINTESP, MAB, MST, ULCM, Movimento de Moradia do Centro, UPES, UEE, UMES-SP, Frente Brasil Popular, Frente Povo sem Medo, a primeira presidenta interina da Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel (PT) diz que a assembleia deverá ser muito massiva e representativa de toda a categoria, de todas as regiões do estado. “Para isso, até lá, vamos realizar mobilizações, atos e assembleias regionais, caravanas de visitas às escolas e outras atividades, mobilizando os professores”, diz.
Bebel diz que o ato em 11 de fevereiro, em frente à SEDUC, na Praça da República, é para denunciar e cobrar a revogação das resoluções autoritárias e lutar pelo emprego e direitos dos professores. “Devemos intensificar e ampliar as visitas às escolas a partir de 2 de fevereiro e, especialmente, nos dias 18, 19 e 20, quando ocorre o planejamento escolar.
Também a partir de 2 de fevereiro, devemos eleger um Representante de Escola em cada período, em todas as escolas do estado de São Paulo. É essa base de representantes que fará acontecer a nossa mobilização e construirá nossas vitórias. Queremos a aplicação do reajuste de 5,4% do piso salarial nacional no salário base, com repercussão em toda a carreira. Chega de abono complementar! Da mesma forma, queremos a aplicação correta da jorna da do piso, composta em aulas e não em somatória de horas e minutos. Da mesma forma, queremos que seja cumprida a lei do descongela mento do tempo de serviço da pandemia e que o governo Tarcísio pague os valores retroativos”, destaca.
A primeira presidenta da Apeoesp diz que é necessário fazer o enfrentamento contra o autoritarismo e a política de desmonte do governo de Tarcísio de Freitas. “A face mais evidente desta política é a desastrosa, injusta, excludente e bagunçada atribuição de aulas, que deixa milhares de professores efetivos e estáveis sem aulas (adidos) e outros milhares de professores da categoria O também sem aulas. Esse cenário resulta de uma série de medidas, decretos, resoluções, portarias, entre elas: avaliação de desempenho, fechamento de classes no noturno, reorganização escolar, resolução 8, que deixa professores da categoria O sem aulas por 3 anos, redução de 35% das aulas nas áreas de humanas, e outras. São medidas inaceitáveis e nossa resposta precisa ser ampla, forte e incisiva”, diz.