REVOLTANTE!

Cão Orelha: suspeitos estão na Disney em viagem de formatura

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução

A investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, ganhou novos desdobramentos nesta semana. Dois adolescentes apontados como suspeitos de participação no ataque que levou à morte do animal estão fora do país, em uma viagem de formatura para a Disney, nos Estados Unidos. A Polícia Civil acompanha o caso de perto e já prepara um esquema especial de segurança para o retorno do grupo ao Brasil.

Segundo a polícia, a viagem foi organizada com antecedência, cerca de um ano atrás, e não tem relação direta com o andamento das apurações. Ao todo, quatro adolescentes são investigados por envolvimento no episódio, que causou forte comoção popular e mobilização nas redes sociais.

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Cão comunitário e comoção pública

Orelha vivia há aproximadamente uma década na região da Praia Brava e era cuidado coletivamente por moradores e comerciantes locais. O animal foi encontrado gravemente ferido por uma moradora, chegou a ser socorrido e levado a um hospital veterinário, mas não resistiu à gravidade das lesões e precisou ser sacrificado.

A brutalidade do caso provocou indignação imediata e ampliou a pressão por respostas das autoridades, com manifestações de ativistas e personalidades ligadas à causa animal.

Viagem e esquema de segurança

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, existe preocupação com possíveis protestos no aeroporto de Florianópolis no momento da chegada dos adolescentes. Ele ressaltou que o grupo de viagem reúne 115 jovens, a maioria sem qualquer ligação com o caso.

“Nos preocupa a segurança de todos. Estamos falando de um episódio que envolve dois adolescentes, mas há mais de cem jovens retornando juntos”, afirmou. Um plano de recepção com apoio da polícia e da administração do aeroporto está sendo organizado para evitar conflitos.

A Polícia Civil informou ainda que não houve apreensão de passaportes dos outros adolescentes investigados que permanecem no Brasil.

Nova suspeita envolve outro animal

As apurações também incluem uma denúncia de tentativa de afogamento de outro cachorro, em um episódio distinto do ataque a Orelha. Imagens de câmeras de segurança e relatos de testemunhas indicam que o animal teria sido arremessado ao mar, mas conseguiu escapar.

O cachorro foi posteriormente adotado pelo próprio delegado-geral e recebeu o nome de Caramelo. A delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção ao Animal, afirmou que os depoimentos reforçam a suspeita, mesmo com imagens incompletas do momento exato.

Familiares indiciados por coação

Além dos adolescentes, três homens adultos foram indiciados por coação de testemunhas. Conforme a investigação, eles teriam tentado intimidar pessoas que presenciaram os fatos, utilizando ameaças verbais e frases de intimidação.

A polícia reforça que a coleta de provas segue em andamento e que novas oitivas podem ocorrer nos próximos dias.

Reação do governo e repercussão nacional

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), declarou nas redes sociais que o caso está sendo conduzido com rigor e sem interferências. Ele destacou que, independentemente de quem sejam os envolvidos, a lei será aplicada.

A repercussão ultrapassou os limites do estado e chamou a atenção de celebridades e ativistas. A defensora da causa animal Luisa Mell esteve presente na coletiva de imprensa realizada na sede da Polícia Civil catarinense, reforçando os pedidos por justiça e punição exemplar.

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