As buscas por Paulo Duarte, de 51 anos, estão mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros e comovendo moradores da região desde a tarde deste domingo (25), quando ele desapareceu após mergulhar no Rio Piracicaba, na altura da rampa do Largo dos Pescadores, na tradicional Rua do Porto.
Enquanto os trabalhos de resgate continuam, a equipe do Jornal de Piracicaba esteve no rio e conversou com Augusto Cardoso, de 32 anos, familiar da vítima. Visivelmente emocionado, ele relembrou momentos da convivência de 15 anos e falou sobre a personalidade marcante de Paulo.
LEIA MAIS
“O Paulo sempre foi uma pessoa extremamente alegre, de bem com a vida”, contou. Morador de Rio Claro, o homem é conhecido entre amigos e familiares pelo cuidado com a saúde física e mental e pelo amor à natureza. “A gente vem sempre ao rio em família, para pescar, conversar, contemplar a paisagem e aproveitar tudo o que a Rua do Porto oferece”, disse Augusto, com a voz embargada.
No domingo, o dia começou como tantos outros momentos felizes vividos ali. Pela manhã, Paulo estava com familiares e amigos acompanhando o tradicional passeio de boia, em clima de lazer e descontração. No entanto, por volta das 14h, bem depois do final do passeio, a tranquilidade deu lugar ao desespero.
Segundo relatos, Paulo decidiu entrar na água para atravessar o rio, mas acabou sendo surpreendido pela forte correnteza. Há a suspeita de que ele possa ter sofrido cãibras ou algum mal-estar durante a travessia, já que era um bom nadador. Em poucos instantes, ele foi levado pela água e desapareceu diante dos olhos de amigos, familiares e de dezenas de pessoas que acompanhavam a cena, sem que fosse possível qualquer reação.
Nesta terça-feira (27), as buscas continuam concentradas em pontos estratégicos do rio, onde ocorreu o desaparecimento. Amigos seguem acompanhando os trabalhos, mantendo a esperança. Augusto afirmou que contará com o apoio de Eduardo, conhecido na região por ser um profundo conhecedor do Rio Piracicaba, para auxiliar nas buscas.
A cada hora que passa, cresce a angústia de quem espera por respostas — e a comoção de uma cidade inteira que acompanha, em silêncio e oração, a tentativa de localizar Paulo.