Estudo da Unifap transforma planta amazônica em possível tratamento para pé diabético
Pesquisadores da Universidade Federal do Amapá estão desenvolvendo um tratamento inovador para o pé diabético a partir de uma planta bastante comum na Amazônia. O medicamento, feito com extratos do jucá (Libidibia ferrea), vem sendo estudado em laboratório e pode, no futuro, ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O trabalho nasce da observação de práticas tradicionais adotadas há décadas por moradores da região, que utilizam a planta no cuidado de ferimentos. A partir desse uso popular, os pesquisadores iniciaram estudos científicos para avaliar a eficácia e a segurança do jucá no tratamento de lesões associadas ao diabetes.
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Os testes realizados até o momento indicam que a planta possui propriedades que ajudam a combater inflamações e micro-organismos, além de favorecer a regeneração da pele. Outro efeito observado é a melhora da circulação sanguínea na área afetada, fator essencial para a cicatrização de feridas crônicas.
A equipe responsável pela pesquisa trabalha agora na consolidação dos resultados, que devem ser encaminhados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária para avaliação. Caso o produto seja aprovado, a expectativa é de que ele se torne uma alternativa mais acessível para pacientes que enfrentam dificuldades no tratamento do pé diabético.
A condição é uma das complicações mais graves do diabetes e pode causar infecções profundas e amputações quando não tratada adequadamente. Por isso, novas