PELOS PROFESSORES!

Bebel chama para ato da Apeoesp em defesa da educação pública

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Bebel fala a professores, pais e estudantes durante manifestação em frente à Secretaria Estadual da Educação.
Bebel fala a professores, pais e estudantes durante manifestação em frente à Secretaria Estadual da Educação.

A Apeoesp promove, nesta próxima sexta-feira (23), manifestação pública em frente à Secretaria Estadual da Educação (Seduc), na Praça da República, em São Paulo, em defesa do magistério e da educação pública de qualidade. A manifestação está marcada para as 16 horas e, segundo a segunda presidenta da Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel (PT), o objetivo é reunir professores, estudantes, pais e lideranças de movimentos sociais.

De acordo com Bebel, o ato busca cobrar do governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a valorização do magistério e o fortalecimento da educação pública estadual, que, segundo ela, tem sido alvo de constantes ataques, inclusive à carreira do magistério paulista.

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Decisão tomada em assembleia

A decisão de realizar a manifestação foi tomada em assembleia promovida pela Apeoesp no dia 17 de dezembro do ano passado, que reuniu mais de 8 mil participantes, entre professoras, professores, mães, pais, estudantes e representantes de outros segmentos da sociedade, vindos de diversas regiões do Estado de São Paulo. Na ocasião, foi realizado ato público em frente à Secretaria Estadual da Educação contra os ataques do governo estadual ao magistério paulista e à educação pública.

Para a Professora Bebel, a mobilização expressa a insatisfação da comunidade escolar diante das medidas adotadas pelo governo e reforça a importância da luta em defesa da escola pública.

Reivindicações e próximos passos

A Professora Bebel destaca que entre as reivindicações dos professores estão a atribuição de aulas presencial, justa e transparente; o não ao fechamento do ensino noturno; o não à reorganização escolar; e a valorização da categoria, com respeito ao piso salarial, que, segundo ela, deve ser ponto de partida e não teto. Ela também ressalta que avaliação não é punição nem demissão.

As reivindicações incluem ainda a não privatização e a não militarização das escolas, a garantia de uma educação especial de fato inclusiva, que assegure atendimento às necessidades de aprendizagem dos estudantes atípicos e com deficiência, além da aplicação do tempo de serviço no período da pandemia da covid-19, com o pagamento dos valores retroativos. “Chega de autoritarismo. Queremos respeito aos professores e o fortalecimento do magistério”, afirma.

Bebel informa que no dia 31 de janeiro será realizada reunião do Conselho Estadual de Representantes da Apeoesp, que definirá a data da primeira assembleia do ano, prevista para março, com indicativo de greve caso as reivindicações não sejam atendidas. Segundo ela, uma das metas deste ano também é derrotar a reorganização escolar, rejeitada pela maioria das comunidades escolares, além de barrar o fechamento de classes no período noturno. “É preciso garantir o direito dos estudantes trabalhadores ao ensino público”, completa.

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