VERÃO

Calor intenso: VEJA como evitar desidratação em cães e gatos

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 3 min
Freepik

As ondas de calor típicas do verão vão além do desconforto humano e representam um risco real para cães e gatos. Com mecanismos diferentes de regulação térmica, os animais de estimação podem sofrer rapidamente com superaquecimento e desidratação se não receberem os cuidados adequados.

Veterinários e profissionais da área pet alertam que pequenas mudanças na rotina fazem toda a diferença para atravessar os dias mais quentes com segurança e bem-estar.

VEJA MAIS:


  • Clique aqui e receba, gratuitamente, as principais notícias da cidade, no seu WhatsApp, em tempo real. 

Como identificar que o pet está sofrendo com o calor

Ao contrário das pessoas, os pets não transpiram. A principal forma de eliminar o calor corporal é por meio da respiração. O excesso de ofegação costuma ser o sinal mais evidente, mas não é o único.

Entre os comportamentos comuns estão procurar superfícies frias, deitar com o abdômen encostado no chão, cavar recipientes com água ou permanecer próximo a locais úmidos. Esses sinais indicam que o animal está tentando reduzir a temperatura do corpo.

Hidratação vai além do pote cheio

Manter água limpa e fresca sempre disponível é fundamental, mas a forma como ela é oferecida também merece atenção. O ideal é renovar a água várias vezes ao dia e evitar recipientes muito cheios, especialmente após passeios ou momentos de excitação.

Beber grandes volumes de uma só vez pode causar engasgos e até problemas mais graves, como torção gástrica. Outro ponto essencial é ajustar os horários das caminhadas, priorizando o início da manhã ou o fim da tarde, quando o solo está menos quente e há mais áreas de sombra.

Alimentos e brincadeiras que ajudam a refrescar

Além da água, algumas estratégias ajudam a aliviar o calor e ainda estimulam o bem-estar:

  • Frutas geladas adequadas: opções permitidas para cada espécie podem ser oferecidas congeladas, desde que sem sementes, cascas ou caroços.
  • Brinquedos congeláveis: itens recheáveis com alimento e levados ao freezer ajudam a reduzir a temperatura corporal e funcionam como estímulo mental, diminuindo o estresse.

Essas alternativas são simples e eficazes, desde que usadas com moderação e orientação adequada.

Banho, piscina e praia: atenção redobrada

O verão também aumenta a frequência de banhos, idas à praia e mergulhos em piscinas. Nesses casos, a higienização após o contato com cloro ou água salgada é indispensável para evitar irritações na pele e ressecamento dos pelos.

A umidade excessiva, somada à sujeira, favorece a proliferação de fungos e bactérias, principalmente em animais predispostos a problemas dermatológicos. Raças com dobras de pele, como pug e bulldog, precisam de cuidados extras, mantendo as rugas sempre limpas e bem secas.

Tosa não é sinônimo de alívio imediato

Embora muito procurada no calor, a tosa exige critério. Retirar totalmente os pelos pode ter o efeito contrário ao esperado, já que a pelagem ajuda a regular a temperatura corporal e protege a pele.

O recomendado é manter os fios mais baixos, mas nunca completamente raspados. Dessa forma, o animal consegue equilibrar melhor a troca de calor sem comprometer a proteção natural do corpo.

Secagem correta evita problemas de pele

Para quem opta pelo banho em casa, a secagem é um dos pontos mais críticos. Secadores domésticos podem causar queimaduras ou não eliminar totalmente a umidade, o que aumenta a incidência de descamações e infecções cutâneas.

No verão, a procura por serviços profissionais cresce significativamente, reflexo do aumento de problemas dermatológicos associados à secagem inadequada.

Comentários

Comentários