Um caso chocante veio à tona no Distrito Federal. Um técnico de enfermagem e outras duas colegas de trabalho foram presos acusados de matar pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga. A polícia investiga os crimes como assassinatos em série, ocorridos entre novembro e dezembro de 2025.
LEIA MAIS
- Idoso perde R$ 50 mil no golpe do "falso gerente de banco" em Piracicaba.
- Rua vira "rio, após bueiro entupir durante chuvas em Piracicaba
Segundo a Polícia Civil, Marcus Vinícius Barbosa de Araújo aplicava substâncias indevidas diretamente na veia dos pacientes, sem qualquer autorização médica e com ciência de Amanda Rodrigues de Souza e Marcela Camilly Alves da Silva. Um deles ainda teria fraudado o sistema do hospital para prescrever medicamentos incompatíveis com o quadro clínico das vítimas, retirar os produtos da farmácia e realizar as aplicações por conta própria.
Uma professora aposentada de 67 anos, um servidor público de 63 e um homem de 33 anos, foram as vítimas do trio, todos internados em estado grave. Em um dos casos mais revoltantes, a investigação aponta que um desinfetante hospitalar foi injetado na corrente sanguínea, prática totalmente proibida e sem uso médico.
Câmeras de segurança da UTI flagraram os técnicos ao lado dos leitos nos horários das aplicações. No começo, eles negaram tudo, mas confessaram após serem confrontados com as imagens e provas.
A polícia segue investigando se há mais vítimas ou outros envolvidos. Em nota, o Hospital Anchieta informou que detectou irregularidades, abriu investigação interna.e acionou as autoridades
O caso gerou revolta e medo, com a segurança de pacientes em unidades de terapia intensiva.