TAXAÇÃO

Trump ameaça tarifas a países contra anexação da Groenlândia

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Foto: Doug Mills/The New York Times

A insistência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em assumir o controlo da Gronelândia voltou a gerar tensão diplomática e agora avança para o campo económico. Em anúncio feito nas redes sociais, Trump afirmou que irá impor tarifas de importação a países europeus que rejeitam a ideia de a ilha ártica passar para domínio norte-americano.

Segundo o chefe da Casa Branca, a partir de fevereiro será aplicada uma taxa de 10% sobre mercadorias provenientes de oito países europeus: Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia. O percentual poderá subir para 25% em 1º de junho, caso não haja um acordo que viabilize o que Trump chamou de “aquisição completa e total da Gronelândia” pelos Estados Unidos.

A Dinamarca, que detém soberania sobre o território semiautónomo, é um dos principais alvos da medida. O país integra a NATO, assim como vários dos Estados listados, o que amplia o impacto geopolítico da declaração.

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Protestos e defesa da autonomia

Enquanto a retórica norte-americana se intensifica, a reação local ganhou as ruas. Em Nuuk, capital da Gronelândia, centenas de pessoas enfrentaram frio, chuva e ruas escorregadias para defender a autonomia do território. Com bandeiras vermelhas e brancas e músicas tradicionais, os manifestantes percorreram o centro da cidade em clima de resistência.

Cartazes exibiam mensagens como “A Gronelândia não está à venda” e “Nós decidimos o nosso futuro”. Mobilizações semelhantes também foram registadas noutras regiões do reino dinamarquês, demonstrando apoio à autodeterminação groenlandesa.

Um impasse que se prolonga

A ideia de que os Estados Unidos devem controlar a Gronelândia não é nova no discurso de Trump. Há meses, o presidente vem reiterando que considera estratégica a posse da ilha, localizada no Ártico e rica em recursos naturais. Nesta semana, ele reforçou a posição ao declarar que qualquer solução que não envolva o controlo americano seria “inaceitável”.

O posicionamento reacende debates sobre soberania, segurança internacional e interesses económicos numa região cada vez mais disputada pelas grandes potências.

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