O Programa Jovem Aprendiz do Banco do Brasil segue como uma das portas de entrada mais disputadas para adolescentes que desejam iniciar a vida profissional com carteira assinada, direitos garantidos e aprendizado prático. Mais do que um emprego temporário, a iniciativa funciona como um projeto de formação, voltado à inclusão social e ao desenvolvimento de competências essenciais para o mercado de trabalho.
Com vagas distribuídas em diversos municípios, o programa atrai atenção por oferecer salário mínimo integral, jornada reduzida e experiência em um ambiente corporativo estruturado, o que se torna um diferencial importante no currículo.
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Como funciona o Jovem Aprendiz do Banco do Brasil
Conhecido oficialmente como Programa Aprendiz BB (PABB), o modelo adotado combina aulas teóricas e atividades práticas. Os jovens dividem a rotina entre capacitação profissional, realizada por entidades sem fins lucrativos credenciadas, e atuação supervisionada em agências e setores administrativos do banco.
Um ponto essencial é que o contrato não é feito diretamente com o Banco do Brasil. O aprendiz é contratado pela entidade parceira, responsável pelo registro em carteira, acompanhamento pedagógico e gestão do vínculo, que pode durar até 24 meses.
Quem pode se candidatar às vagas
O público-alvo do programa é bem definido e prioriza jovens em situação de vulnerabilidade social. Para participar, é necessário atender a alguns critérios básicos:
- Ter entre 14 e 17 anos, sem completar 18 na data da contratação;
- Estar matriculado no Ensino Fundamental, a partir do 8º ano;
- Possuir renda familiar per capita de até meio salário mínimo;
- Apresentar frequência e desempenho escolar satisfatórios;
- Ter estudado, preferencialmente, em escola pública ou como bolsista integral.
A seleção é feita exclusivamente pelas entidades parceiras, que aplicam entrevistas, análises socioeconômicas e, em alguns casos, provas de conhecimentos básicos.
Benefícios que chamam a atenção
O pacote oferecido pelo Jovem Aprendiz Banco do Brasil é considerado um dos mais atrativos dentro da Lei da Aprendizagem. Entre os principais benefícios estão:
- Salário mínimo nacional, pago integralmente;
- Auxílio-alimentação mensal de R$ 200;
- Vale-transporte;
- Plano de saúde;
- 13º salário e férias remuneradas, alinhadas ao calendário escolar;
- Jornada de 4 horas diárias, com intervalo e horário compatível com a escola.
Além disso, o jovem conta com acompanhamento de tutores e participação em um plano de desenvolvimento individual.
Experiência profissional e impacto no futuro
Durante o contrato, os aprendizes vivenciam o dia a dia bancário, auxiliando em atividades administrativas, organização de documentos, atendimento inicial ao público e suporte interno. Essa vivência contribui para o fortalecimento de habilidades como responsabilidade, comunicação, ética profissional e trabalho em equipe.
Embora não exista efetivação automática ao final do contrato, a passagem pelo Banco do Brasil costuma abrir caminhos. Muitos ex-aprendizes conseguem oportunidades em outras empresas ou retornam à instituição futuramente por meio de concursos públicos.
Como se inscrever do jeito certo
O processo de inscrição exige atenção, já que não há cadastro direto no banco. O caminho correto envolve algumas etapas:
- Consultar no site oficial do Banco do Brasil se o município participa do programa;
- Identificar qual entidade sem fins lucrativos é responsável pelas vagas na cidade;
- Realizar o cadastro diretamente nessa instituição;
- Manter os dados atualizados e acompanhar possíveis convocações.
Também é recomendado acompanhar divulgações em plataformas como o CIEE e nas redes sociais institucionais. Todo o processo é gratuito — desconfie de sites que cobram taxas ou prometem vagas diretas.