O microempreendedor individual entrou em 2026 sob um novo cenário de fiscalização. A Receita Federal ampliou o cruzamento de dados e passou a analisar de forma integrada as movimentações do CNPJ do MEI e do CPF do titular, elevando o nível de controle sobre rendimentos e faturamento anual.
Fim da separação entre pessoa física e jurídica
Na prática, a Receita Federal passou a considerar, de forma conjunta, os ganhos obtidos pelo microempreendedor como pessoa física e como pessoa jurídica. O modelo em que CPF e CNPJ eram tratados de forma isolada deixou de existir, abrindo espaço para um monitoramento mais detalhado das atividades econômicas do MEI.
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Renda pessoal entra no radar
Com a integração dos sistemas, a fiscalização agora avalia se parte dos valores recebidos no CPF deveria ter sido declarada como faturamento do MEI. O objetivo é verificar se o limite anual de R$ 81 mil foi efetivamente respeitado, evitando omissões ou enquadramentos indevidos.
Freelancers e bicos passam a contar
Serviços prestados fora do CNPJ, como freelances, consultorias e trabalhos eventuais, entram no cálculo do faturamento quando têm natureza profissional. A Receita cruza as informações financeiras para identificar rendas que poderiam ter sido formalizadas como atividade do MEI.
O que não entra no limite do MEI
Nem toda movimentação financeira será somada ao teto anual. Rendimentos como salário com carteira assinada, aposentadoria, pensão ou aluguel não integram o faturamento do MEI, desde que não estejam ligados à atividade profissional exercida como microempreendedor.
Como evitar problemas com a Receita
Especialistas orientam que a principal forma de prevenção é manter clareza na origem dos rendimentos. Sempre que o valor recebido tiver relação com serviços ou atividades que permitam a emissão de nota fiscal, o correto é registrá-lo no CNPJ do MEI. Essa prática reduz riscos de autuação, multas e desenquadramento do regime.
Fiscalização em tempo real
Com sistemas mais avançados, a Receita Federal acompanha as movimentações financeiras praticamente em tempo real. O novo modelo reforça a necessidade de organização, controle e regularidade para quem atua como microempreendedor individual.