A partir de 2026, o Imposto de Renda no Brasil entra em uma nova fase. Sancionada no fim de 2025, a Reforma do IR redefine regras centrais da tributação, amplia a faixa de isenção, institui um imposto mínimo para pessoas físicas e acaba com a histórica isenção sobre lucros e dividendos. As mudanças atingem diretamente trabalhadores, famílias, empresários e investidores.
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Isenção maior muda o bolso do trabalhador
Uma das principais novidades da Lei nº 15.270/2025 é a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Com a nova regra, quem recebe até R$ 5 mil por mês deixa de pagar o tributo, o que representa um alívio significativo no orçamento anual.
Na prática, a economia pode ultrapassar R$ 4,3 mil ao longo de 2026 para quem se enquadra nessa faixa. Já contribuintes com renda mensal de até R$ 6 mil passam a ter desconto parcial, reduzindo o imposto devido em cerca de R$ 2,3 mil por ano.
Acima desse patamar, as alíquotas voltam a subir progressivamente, chegando ao teto de 27,5% para rendas superiores a R$ 7.350.
Imposto mínimo altera lógica da tributação
Além da ampliação da isenção, a reforma cria o Imposto de Renda Pessoa Física Mínimo, uma cobrança inédita que muda a forma como o tributo é calculado. O objetivo é evitar que contribuintes de alta renda paguem percentuais muito baixos por meio de deduções ou estruturas financeiras específicas.
Essa mudança exige mais atenção no planejamento tributário e deve impactar principalmente profissionais liberais, investidores e famílias com múltiplas fontes de renda.
Fim da isenção sobre lucros e dividendos
Outra virada histórica está na tributação de lucros e dividendos pagos a pessoas físicas. Antes totalmente isentos, esses rendimentos passam a sofrer retenção de 10% quando ultrapassarem R$ 50 mil mensais, considerando pagamentos feitos por uma mesma empresa.
A nova regra reposiciona o Brasil no cenário internacional, aproximando o país de modelos já adotados em outras economias e alterando a estratégia de distribuição de resultados pelas empresas.
Regras de transição e corrida por planejamento
Para suavizar o impacto, a legislação prevê uma transição. Lucros apurados até 31 de dezembro de 2025 continuam isentos, desde que sejam distribuídos até 2028. Diante disso, muitas empresas já aceleram o pagamento de dividendos ainda em 2025, dentro da legalidade, como forma de reduzir a carga futura.
Especialistas alertam que decisões tomadas agora podem ter reflexos relevantes nos próximos anos, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.
Impactos na economia e no consumo
Com mais renda disponível para milhões de brasileiros, a expectativa é de estímulo ao consumo, quitação de dívidas e reforço na formação de reservas financeiras. Esse movimento tende a aquecer setores do comércio e serviços, com efeitos indiretos sobre a atividade econômica e a arrecadação.
Ao mesmo tempo, a nova tributação sobre dividendos e o imposto mínimo ampliam a base de arrecadação, buscando equilíbrio fiscal sem concentrar o peso apenas sobre salários.