O governo dos Estados Unidos passará a exigir depósitos de até US$ 15 mil de visitantes de sete países ao solicitar vistos temporários de turismo ou negócios (B-1 e B-2). A decisão faz parte de uma política mais rigorosa de controle migratório adotada durante o segundo mandato do presidente Donald Trump.
O valor da caução não é fixo e pode variar entre US$ 5 mil, US$ 10 mil e US$ 15 mil, dependendo do caso. Em média, a maioria das solicitações deve exigir cerca de US$ 10 mil. O montante poderá ser devolvido ao final da estadia legal, embora o reembolso possa levar vários meses.
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A medida inclui cidadãos de Butão, Botsuana, República Centro-Africana, Guiné, Guiné-Bissau, Namíbia e Turcomenistão. Com a ampliação, o programa passa a abranger 13 nacionalidades, a maioria de países africanos.
O mecanismo já havia sido testado em agosto com Malawi e Zâmbia, e posteriormente expandido para Chade, República Democrática do Congo, Djibuti e Libéria.
Objetivo do programa
Segundo o Departamento de Estado, a caução funciona como uma garantia adicional para incentivar que os visitantes respeitem o prazo de permanência nos Estados Unidos. O governo aponta que o depósito ajuda a reduzir casos de estadia irregular e compensa possíveis falhas nos processos de verificação em certos países.
Dados do governo mostram diferenças significativas entre os países incluídos. Enquanto o Turcomenistão teve cerca de 15% de permanência irregular em 2024, a República Centro-Africana registrou menos de 2%. Esses índices, junto com a qualidade das informações fornecidas pelas nações de origem, são levados em consideração para definir a inclusão no programa.