Piracicaba está presa em um ciclo de mortes no trânsito que parece não ter fim. Os números são pesados, mas a realidade é ainda pior. De janeiro a novembro de 2025, 71 pessoas perderam a vida em acidentes nas ruas e rodovias da cidade. Isso colocou o município mais uma vez no topo de um ranking que ninguém gostaria de liderar: Piracicaba é hoje a cidade com maior número de mortes no trânsito por habitante em todo o Estado de São Paulo, de acordo com dados do Infosiga.
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Não é um problema pontual, nem algo recente. Desde 2024, Piracicaba aparece entre as primeiras colocações desse levantamento estadual e, mesmo com campanhas educativas e ações de fiscalização, o cenário continua praticamente o mesmo. No ano passado, a cidade bateu um triste recorde, com 76 mortes, o maior número dos últimos 11 anos. Em 2025, antes mesmo do fechamento do ano, os dados já indicam que a tragédia segue em ritmo acelerado.
Especialistas apontam um fator que se repete em grande parte das ocorrências: o uso do celular ao volante. Motoristas distraídos, com os olhos na tela e não na rua, transformaram o trânsito em uma armadilha diária. Uma mensagem respondida, uma notificação conferida, um segundo de desatenção — e o resultado pode ser fatal. O celular passou a ser tão perigoso quanto o álcool e a alta velocidade.
O trânsito de Piracicaba deixou de ser apenas uma questão de mobilidade e se tornou um problema grave de segurança pública.