EMAGRECIMENTO

Treinar em jejum emagrece mesmo? VEJA o que diz estudo

Por Bia Xavier - JP |
| Tempo de leitura: 3 min
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A ideia de pular a refeição antes do treino virou moda entre quem busca emagrecer mais rápido. A lógica parece simples: sem comida disponível, o corpo recorreria diretamente à gordura como fonte de energia. No entanto, evidências científicas recentes mostram que essa estratégia pode não entregar o que promete — e ainda trazer riscos à saúde.

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O que a ciência revela sobre o treino em jejum

Uma revisão publicada na revista Clinical Nutrition ESPEN analisou dados de 28 estudos internacionais, envolvendo 302 adultos saudáveis. O trabalho reuniu pesquisadores do Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Irã e chegou a uma conclusão clara: treinar em jejum não gera vantagens metabólicas relevantes quando comparado ao exercício feito após alimentação.

Segundo os autores, a prática não melhora de forma significativa a utilização de gordura nem de glicose como fonte de energia durante o exercício. Ou seja, a suposta “queima extra” não se confirma na prática.

Limitações e pontos de atenção do estudo

Os pesquisadores destacam que os estudos avaliados apresentavam protocolos variados de exercícios e não levaram em conta fatores como nível de condicionamento físico ou composição exata das refeições pré-treino. Ainda assim, o conjunto de evidências reforça a cautela em relação ao jejum antes da atividade física, especialmente em treinos mais intensos.

Riscos superam possíveis benefícios

Especialistas em medicina esportiva alertam que o treino em jejum pode comprometer tanto a segurança quanto a performance. Entidades de referência internacional, como o Colégio Americano de Medicina do Esporte e o Comitê Olímpico Internacional, já se posicionaram contra a prática para a maioria das pessoas.

Entre os principais riscos estão episódios de hipoglicemia, tontura, cãibras, desidratação e queda brusca de rendimento — efeitos mais comuns em pessoas destreinadas ou que praticam exercícios prolongados e intensos.

Energia é parte do resultado

Nutricionistas esportivos reforçam que o corpo precisa de combustível para se adaptar ao esforço físico. Sem energia suficiente, o desempenho cai e os resultados ficam comprometidos, seja para emagrecimento, ganho de massa muscular ou melhora do condicionamento.

O que comer antes de treinar

Uma refeição pré-treino bem planejada ajuda a preservar as reservas de glicogênio muscular e permite maior intensidade no exercício. A recomendação é priorizar alimentos ricos em carboidratos de fácil digestão, com pouca gordura e fibras.

Algumas opções adaptáveis à rotina incluem:

  • frutas com cereais leves;
  • laticínios combinados com carboidratos;
  • pães simples com acompanhamentos leves;
  • massas com molhos pouco gordurosos.

O intervalo entre a refeição e o treino deve respeitar a tolerância individual para evitar desconfortos gastrointestinais.

Recuperação também importa

Após o exercício, a alimentação tem papel essencial na recuperação muscular. Combinar carboidratos com fontes de proteína contribui para repor energia, reduzir o desgaste muscular e potencializar os ganhos do treino.

Orientação profissional faz diferença

Antes de adotar qualquer estratégia alimentar associada à prática esportiva, a recomendação é buscar acompanhamento médico e nutricional. Cada organismo reage de forma diferente, e o que funciona para uns pode ser prejudicial para outros.

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