Mudar de país deixou de ser um projeto distante para muitos brasileiros e passou a fazer parte de decisões concretas de vida. Em 2026, o Paraguai aparece entre os destinos mais buscados por quem quer gastar menos, simplificar a rotina e manter proximidade cultural e geográfica com o Brasil. A pergunta central, porém, segue a mesma: qual renda mensal garante estabilidade ao viver do outro lado da fronteira?
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A resposta varia conforme cidade, padrão de consumo e composição familiar, mas já é possível traçar um panorama realista com base nos principais custos do dia a dia.
Quanto custa viver no Paraguai hoje
De forma geral, o Paraguai mantém um custo de vida inferior ao brasileiro, especialmente em moradia, alimentação e serviços. Para um adulto sozinho, os gastos mensais giram entre US$ 700 e US$ 1.100. Casais costumam precisar de algo entre US$ 1.200 e US$ 1.600, enquanto famílias com filhos devem considerar orçamentos a partir de US$ 1.800.
Com o dólar na casa dos R$ 5,00, isso significa que uma renda líquida entre R$ 4 mil e R$ 6 mil já permite viver com conforto básico. Acima de R$ 7 mil, o padrão de vida sobe consideravelmente.
Aluguel mais barato é o principal atrativo
O mercado imobiliário é um dos pontos que mais pesa a favor do Paraguai. Em cidades como Assunção, Ciudad del Este e Encarnación, um apartamento simples de um quarto custa, em média, entre US$ 250 e US$ 400. Imóveis maiores ou em áreas mais valorizadas variam de US$ 450 a US$ 650.
Mesmo convertendo para reais, os valores ficam bem abaixo dos praticados em capitais brasileiras, muitas vezes já com taxas de condomínio incluídas.
Alimentação e refeições fora de casa
O custo com mercado também é menor, principalmente para produtos de origem local. Um adulto consegue manter uma alimentação equilibrada gastando entre US$ 150 e US$ 250 por mês. Para famílias pequenas, o valor pode chegar a US$ 450.
Comer fora não costuma pesar no orçamento. Refeições simples custam o equivalente a R$ 20 a R$ 35, enquanto restaurantes mais completos raramente ultrapassam R$ 60 por pessoa.
Transporte e combustível aliviam o orçamento
Outro diferencial é o preço do combustível, entre os mais baixos da América do Sul. Quem utiliza carro próprio consegue manter gastos mensais entre US$ 70 e US$ 120, dependendo da rotina.
O transporte público também é acessível: passagens urbanas variam de US$ 0,40 a US$ 0,60, o que facilita a mobilidade em áreas urbanas.
Saúde privada e educação
A maioria dos estrangeiros opta pela saúde privada. Planos básicos custam entre US$ 40 e US$ 80 por pessoa, e consultas particulares ficam, em média, entre US$ 20 e US$ 40.
No ensino, escolas privadas são bastante procuradas por brasileiros e têm mensalidades entre US$ 150 e US$ 300. Universidades privadas também apresentam custos competitivos, especialmente em cursos de graduação.
Documentação e residência: o que é exigido
A regularização migratória é considerada simples quando comparada a outros países. Brasileiros podem solicitar residência temporária ou permanente apresentando documentos pessoais, antecedentes criminais e comprovação de renda ou meios de subsistência.
Não há um valor mínimo oficial, mas especialistas recomendam demonstrar capacidade financeira equivalente a cerca de US$ 1.000 mensais, o que facilita processos bancários e garante maior segurança legal.
O que muda ao deixar o Brasil
Além do custo de vida reduzido, morar no Paraguai significa conviver com menos burocracia, impostos mais baixos e preços mais acessíveis para veículos e eletrônicos. Em contrapartida, há diferenças no sistema público de saúde, na infraestrutura fora dos grandes centros e no idioma, com o espanhol e o guarani presentes no cotidiano.
Para quem trabalha remotamente ou recebe em reais ou dólares, o Paraguai se consolida em 2026 como uma alternativa estratégica para viver melhor gastando menos, sem se afastar completamente do Brasil.