Mesmo detido e condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, Jair Bolsonaro (PL) continua acumulando diferentes fontes de renda pagas pelos cofres públicos e pelo próprio partido. Somados, salário e aposentadorias ultrapassam R$ 88 mil mensais, cifra que permanece inalterada enquanto ele estiver preso.
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Atualmente, Bolsonaro recebe remuneração como capitão reformado do Exército, rendimento oriundo da aposentadoria da Câmara dos Deputados e salário do Partido Liberal (PL), onde ocupa o posto de presidente de honra. A legenda, comandada por Valdemar da Costa Neto, manteve os pagamentos mesmo após a prisão do ex-presidente — decisão respaldada por parecer jurídico emitido em 2024.
Três rendimentos ativos
A aposentadoria militar garante ao ex-capitão um valor mensal de R$ 12.861,61. Já a aposentadoria parlamentar, registrada na folha de ex-deputados, é de R$ 41.563,98 brutos. O salário do PL soma mais R$ 33.873,67, pago com recursos do Fundo Partidário.
Desde que deixou o Palácio do Planalto, o conjunto desses pagamentos já rendeu a Bolsonaro cerca de:
- R$ 424 mil em benefícios vinculados ao Exército;
- R$ 1,28 milhão referentes à aposentadoria como deputado;
- R$ 1,24 milhão pagos pelo PL.
Custo ao erário após deixar a Presidência
Além das remunerações diretas, Bolsonaro segue amparado pela estrutura destinada a ex-presidentes. Só entre 2023 e 2025, as despesas com equipe, segurança, viagens, combustíveis, manutenção de veículos e serviços administrativos chegaram a R$ 4,71 milhões, segundo dados oficiais.
A legislação garante a ex-mandatários até oito servidores — incluindo seguranças, assessores e motoristas — além de dois veículos oficiais. Esse aparato gerou gastos anuais que vêm diminuindo:
- 2023: R$ 1,95 milhão
- 2024: R$ 1,79 milhão
- 2025 (até novembro): R$ 994,5 mil
Entre as despesas mais elevadas estão diárias no país e no exterior, passagens aéreas, gratificações de cargos comissionados, além da manutenção da frota utilizada pela equipe de apoio.
Apesar do peso financeiro e das discussões políticas que o tema provoca, não há, até o momento, sinalização de mudança nas regras que garantem benefícios a ex-presidentes, mesmo quando condenados e presos.