A cirurgia robótica deixou de ser uma promessa futurista e se tornou um dos pilares da medicina moderna no Brasil. O rápido crescimento da tecnologia colocou o país na liderança latino-americana, impulsionado pelo aumento de equipamentos disponíveis e pela demanda por cirurgias menos invasivas.
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Nos últimos cinco anos, o avanço foi acelerado. Segundo a Strattner, distribuidora do sistema DaVinci no Brasil, já são 157 equipamentos em operação no território nacional. Essa estrutura impulsionou um volume expressivo de procedimentos: mais de 88 mil cirurgias robóticas foram realizadas nesse período, número 417% superior ao da primeira década de uso da técnica, conforme a Associação Médica Brasileira (AMB).
A adoção se expandiu para diversas especialidades, como urologia, ginecologia, gastrocirurgia, proctologia e cirurgia torácica. Médicos destacam que a tecnologia oferece precisão milimétrica, visão tridimensional ampliada e estabilidade total dos instrumentos, permitindo incisões menores, menos dor no pós-operatório e uma recuperação mais rápida e segura.
Na cirurgia torácica, em especial, o recurso tem sido recomendado para casos que exigem altíssima precisão — como tumores próximos a vasos pulmonares, lesões centrais e cirurgias voltadas à preservação de segmentos pulmonares. Segundo especialistas, pacientes idosos ou com menor reserva pulmonar também costumam responder bem ao método por conta da menor agressividade do procedimento.
O processo de indicação, porém, segue rigoroso: envolve exames como tomografia, PET-CT e biópsia, além de avaliação multidisciplinar entre cirurgião torácico, pneumologista, oncologista e radiologista. Quando a cirurgia robótica é considerada a melhor estratégia, inicia-se um planejamento detalhado com reconstruções 3D e estudo minucioso das estruturas envolvidas.
Com o avanço da tecnologia e a consolidação de centros especializados em diferentes regiões do país, a tendência é que a cirurgia robótica se torne cada vez mais acessível e continue a transformar o cuidado cirúrgico no Brasil.