O fim do ano voltou a impulsionar o mercado de carros seminovos no Brasil. Com a liberação do 13º salário e maior circulação de dinheiro na economia, o setor registra aceleração nas negociações e pode fechar 2025 com um novo recorde histórico. Estimativas da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) indicam que o volume final deve ficar entre 16 e 17 milhões de unidades, ultrapassando os 15,7 milhões vendidos em 2024.
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Até o momento, foram contabilizadas 13,47 milhões de vendas, número 16,4% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado. O desempenho confirma a retomada do segmento e reforça o interesse do consumidor por veículos usados e seminovos.
É preciso ter cautela
Apesar da alta procura, especialistas alertam que o entusiasmo não deve substituir a cautela. A recomendação é realizar uma vistoria completa antes de concluir a compra — etapa frequentemente ignorada, mas essencial para evitar transtornos futuros.
Segundo profissionais do setor, a conferência técnica de um automóvel precisa ir além do aspecto visual. É necessário checar documentação, autenticidade do chassi, motor e câmbio, além de verificar possíveis alterações estruturais que não estejam explícitas ao comprador. Fraudes, irregularidades e reparos mal executados são alguns dos riscos para quem decide adquirir um veículo sem avaliação profissional.
A atenção deve ser a mesma em carros de diferentes faixas de preço. Para muitos consumidores, comprar um seminovo representa um investimento planejado ao longo de anos, o que torna a verificação ainda mais importante para garantir segurança financeira.
Por que o interesse por seminovos cresce
Especialistas apontam uma combinação de fatores que tornam o seminovo uma opção estratégica — especialmente em períodos de maior movimentação no mercado. Entre os principais motivos estão:
- Custo-benefício vantajoso: automóveis usados tendem a ter valores mais acessíveis do que veículos novos, permitindo que o comprador alcance modelos superiores investindo menos.
- Oferta mais ampla: há grande diversidade de marcas, versões e faixas de preço disponíveis, o que facilita encontrar opções adequadas ao orçamento e ao uso pretendido.
- Condições de financiamento: empréstimos e parcelamentos para seminovos costumam ser mais flexíveis, e algumas instituições oferecem juros menores do que os aplicados em veículos zero quilômetro.
Picos de venda no fim do ano
O comportamento do mercado no último bimestre costuma seguir um padrão. Em dezembro de 2024, por exemplo, as vendas cresceram 15,9% em relação a novembro, ultrapassando 1,4 milhão de unidades comercializadas. A Fenauto prevê tendência semelhante para 2025.
Ao mesmo tempo, a demanda por laudos de vistoria acompanha o ritmo aquecido. Em meses recentes, mais de 100 mil avaliações técnicas foram realizadas mensalmente por empresas do setor. A estimativa é que, até dezembro, o total de vistorias alcance cerca de 1,16 milhão em todo o país, número aproximadamente 6% maior que o do ano anterior.