A influenciadora Virgínia Fonseca e sua empresa, a WePink, foram condenadas pela Justiça de Goiás ao pagamento de R$ 5 milhões por dano moral coletivo, após a empresa acumular mais de 120 mil reclamações registradas nos últimos dois anos. A decisão foi divulgada nesta semana.
O valor deverá ser quitado em 20 parcelas de R$ 250 mil cada. A condenação também prevê a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que impõe uma série de obrigações à empresa, como maior transparência na divulgação de estoques, adoção de auditoria externa, reforço no atendimento ao consumidor e manutenção de um sistema de registro de queixas por cinco anos.
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Irregularidades e denúncias
As investigações apontaram uma série de falhas nas operações da marca, incluindo atrasos recorrentes nas entregas, problemas no pós-venda, e relatos de práticas comerciais abusivas. A Justiça também incluiu na decisão outros sócios envolvidos no negócio, como Thiago Stabile e Chaopeng Tan.
Impacto no mercado digital
Especialistas destacam que o caso serve de alerta para empresas ligadas a influenciadores, que costumam registrar alto volume de vendas, mas nem sempre possuem estrutura robusta para atender à demanda. O episódio envolvendo a WePink é um dos mais expressivos já registrados no setor e pode estabelecer precedentes para casos semelhantes.