Com a popularização do Pix desde 2020, uma nova funcionalidade está prestes a ser lançada: o **Pix parcelado**. O Banco Central deve divulgar, ainda em outubro de 2025, as regras oficiais que regularão essa modalidade — embora alguns bancos já ofereçam variações do serviço com crédito antecipado aos usuários.
Como vai funcionar?
Na prática, o Pix parcelado permitirá pagar o valor da compra em várias vezes, de forma semelhante ao cartão de crédito. Já quem recebe o valor — como lojistas — terá acesso imediato ao montante integral da transação. A ideia é mesclar a agilidade do Pix com as facilidades oferecidas pelos parcelamentos tradicionais.
A previsão é que os usuários possam parcelar em até 24 vezes (dependendo da instituição financeira). No entanto, os juros, taxas e condições específicas variarão conforme o banco ou fintech envolvida no processo.
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Por que essa novidade?
Um dos grandes trunfos dessa modalidade é a inclusão financeira. Estima-se que cerca de 60 milhões de brasileiros não possuam cartão de crédito — logo, terão a oportunidade de fazer compras parceladas mesmo sem esse tipo de instrumento. Instituições como o Banco Central e lideranças do mercado apontam que o Pix parcelado pode ampliar o acesso ao crédito para públicos historicamente excluídos desse universo.
Pix parcelado vai concorrer com o cartão?
Apesar de abrangerem parte das mesmas funções, especialistas afirmam que o Pix parcelado não tende a substituir o cartão de crédito no curto prazo. Enquanto o Pix parcelado pode ser mais usado para compras de menor valor ou para quem não dispõe de limite no cartão, os cartões mantêm vantagens como:
* Período de pagamento (em alguns casos, até 40 dias sem juros)
* Programas de recompensas (milhas, cashback, pontos)
* Aceitação consolidada em lojas físicas e online
Quais os pontos de atenção?
Embora traga inovações, o Pix parcelado exige cautela:
* É uma forma de crédito: usar com descuido pode comprometer o orçamento futuro.
* As taxas e encargos podem variar bastante entre instituições.
* O parcelamento pode incentivar o consumo impulsivo, especialmente para quem já possui outras dívidas.
Mesmo assim, o potencial da novidade é significativo: além de estimular o varejo, pode injetar competitividade no setor financeiro e dar aos consumidores mais poder de escolha — desde que usada com planejamento.