PIRACICABA

O tocar dos sinos e relógio relíquia: curiosidades da Catedral

Por Nani Camargo |
| Tempo de leitura: 3 min
Will Baldine
O relógio é um Michelini, grupo especializado na fabricação de relógios mecânicos para torres de igrejas
O relógio é um Michelini, grupo especializado na fabricação de relógios mecânicos para torres de igrejas

A reportagem do JP subiu à torre onde estão os sinos e o relógio - relíquias do templo. O relógio é a segunda máquina da igreja, já que a primeira deve de ser trocada. O atual é um Michelini, grupo especializado na fabricação de relógios mecânicos para torres de igrejas. Ele tem um funcionamento essencialmente mecânico, com algumas funções movidas a motores elétricos.

Já o conjunto de sinos foi abençoado em um grande evento político em março de 1958, com a então presença do presidente da República Juscelino Kubitschek. A catedral conta com 4 sinos, grandes e pesados: um deles pesa uma 1,2 tonelada, outro tem 800 quilos e os dois menores, 500 quilos.

 

 

E quem toca o sino? O presidente da Comissão de Arquitetura e Arte Sacra da Diocese, Thiago Torina, explica: "Os sinos das horas são tocados mecanicamente pelo próprio relógio; já o sino do carrilhão, na outra torre, é acionado por um sistema e só toca antes dos horários das missas em horas cheias durante o dia".

Um instrumento que também se destaca no templo é o órgão, que foi adquirido de uma igreja de Santos. O instrumento, tombado, data de 1948 e pertenceu a um alemão.

BISPO DIOCESANO

“As pessoas podem se perguntar como é que a Catedral tem 250 anos, se a Diocese de Piracicaba tem 80? Mas é que a Catedral, enquanto igreja, é mais antiga que a própria Diocese, que foi criada muito tempo depois. Então, a história de Santo Antônio com Piracicaba já nos precedia; há 250 anos já havia na área Central uma igreja dedicada a esse santo e que depois foi estabelecida como a Catedral da nossa Diocese", conta o bispo de Piracicaba, Dom Devair Araújo da Fonseca. 

“Eu digo que é uma das igrejas mais bonitas do Estado de São Paulo. A Catedral de Piracicaba conserva uma simplicidade, que é uma característica dos franciscanos, uma característica de Santo Antônio, e ao mesmo tempo ela é muito ampla, você tem dentro dela, de qualquer ponto, uma ótima visibilidade de toda a assembleia. Então a nossa Catedral conserva essa força e essa beleza.

Conheça padres que passaram pela catedral

O primeiro pároco desde o período em que a paróquia passou a pertencer à Diocese de Piracicaba (1944) foi monsenhor Manoel Francisco Rosa, que esteve à frente da paróquia por 46 anos, de 1910 a 1956. Seus sucessores foram: padre José Conceição Paixão (1956 – 1957), monsenhor Francisco Mütschele (1957 – 1969), padre José Maria de Almeida (vigário cooperador: 1969 e vigário ecônomo: 1971 – 1977), padre Otto Dana (1976 – 2006), monsenhor Jamil Nassif Abib (2006 – 2015) e padre Ronaldo Francisco Aguarelli, de 2015 a 2024, tendo ele realizado em seu período as obras de restauro e finalização da Sé Catedral.

O pároco atual, padre Henrique Dionisio Assi, assumiu o ofício em janeiro deste ano e conta com auxílio do vigário paroquial, padre Leandro Rasera Adorno, do diácono permanente emérito Luiz Venturini, e do pároco emérito, monsenhor Jamil Nassif Abib.

Comentários

Comentários