EDUCAÇÃO

Bolsas: após decisão do TJ, Taubaté publica novo edital do Simube

Por Julio Codazzi | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/PMT
Após Tribunal de Justiça negar ação que contestava requisitos para ser contemplado em programa municipal de bolsa de estudos, Prefeitura abriu processo seletivo de 2026, que deve atender 65 alunos
Após Tribunal de Justiça negar ação que contestava requisitos para ser contemplado em programa municipal de bolsa de estudos, Prefeitura abriu processo seletivo de 2026, que deve atender 65 alunos

Uma semana após o Tribunal de Justiça rejeitar a ação em que a PGJ (Procuradoria Geral de Justiça) pedia que fosse declarado inconstitucional um dos trechos da lei municipal de Taubaté que criou o Simube (Sistema Municipal de Bolsas de Estudo), a Prefeitura publicou o edital do processo seletivo de 2026 para a concessão de novas bolsas de estudo.

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No processo judicial, que tramita desde novembro de 2025, o TJ não chegou a determinar a suspensão da concessão de novas bolsas, mas a Prefeitura optou por adiar o início do novo processo seletivo para "resguardar a segurança jurídica e a sustentabilidade financeira do programa".

Em anos anteriores, o processo seletivo foi aberto em janeiro e finalizado em fevereiro. Em 2026, as inscrições serão abertas em 1º de junho e poderão ser feitas até o dia 30 do mesmo mês - os interessados poderão clicar aqui ou aqui.

Para 2026, o Simube tem orçamento de R$ 1,404 milhão para novas bolsas, sendo R$ 1,074 milhão para bolsas de financiamento universitário, R$ 264 mil para custeio universitário e R$ 65 mil para custeio técnico - nas bolsas de custeio, não há necessidade de reembolso por parte do estudante. De acordo com estimativa da Prefeitura, esse montante seria suficiente para a concessão de 65 novas bolsas, sendo 40 de financiamento universitário, 15 de custeio universitário e 10 de custeio técnico.

O impasse relacionado ao processo judicial não interferiu na manutenção das bolsas concedidas nos anos anteriores. Para as bolsas antigas, devem ser gastos esse ano R$ 5,179 milhões, contemplando 251 alunos, sendo 160 na categoria financiamento.

Ação contestava requisitos para ser contemplado em programa

A ação foi proposta em novembro do ano passado pela PGJ, que representa o Ministério Público perante o TJ. O trecho questionado estabelece como critério para ser contemplado no programa que o aluno more em Taubaté há, no mínimo, cinco anos. Para a PGJ, essa exigência ofende os princípios da impessoalidade, razoabilidade e igualdade, além de criar distinção desarrazoada entre brasileiros em razão da origem.

Ainda em novembro, a desembargadora Marcia Dalla Déa Barone, relatora do processo, concedeu uma liminar (decisão provisória) para suspender o trecho questionado. Na decisão, a relatora apontou que o dispositivo "institui, ao menos em tese, barreira discriminatória que viola a igualdade e os princípios da razoabilidade e impessoalidade, contrariando o disposto" na "Constituição Federal, que veda a criação de distinções entre brasileiros".

O mérito da ação foi analisado pelo Órgão Especial do TJ, que é composto por 25 desembargadores. O julgamento teve início em 1º de abril e foi encerrado em 6 de maio. O resultado foi dividido. Dos 25 desembargadores, 14 votaram pela improcedência total da ação. Outros 11 afirmaram que o município poderia restringir o programa a quem mora na cidade, mas que seria inconstitucional a exigência de prazo mínimo de cinco anos de residência. Por maioria de votos, a ação foi rejeitada integralmente e a lei não será alterada.

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