Um dos suspeitos de praticar um estupro coletivo contra uma menina de 12 anos foi preso em São José dos Campos. O investigado, de 19 anos, foi localizado no bairro Galo Branco, após mandado de prisão temporária expedido pelo juiz José Loureiro Sobrinho, da Vara Regional das Garantias da 9ª Região Administrativa Judiciária, do Foro de São José dos Campos.
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O novo documento complementa o registro anterior da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e indica que a apuração continua para esclarecer a participação de ao menos outros cinco possíveis envolvidos.
De acordo com o boletim de captura, policiais foram até uma residência no Galo Branco, após informação repassada ao setor de inteligência e comunicação do Poder Judiciário sobre a ordem de prisão. No local, o investigado foi apresentado aos policiais e levado ao plantão para as providências legais, ficando à disposição da Justiça.
O caso começou a ser apurado depois que a mãe da vítima procurou a DDM e relatou que a menina teria sofrido abusos após ingerir bebida alcoólica em uma praça do bairro.
Segundo o primeiro boletim, ela teve lapsos de memória, foi levada para uma residência próxima e o caso passou a ser investigado após o aparecimento de vídeos e outros materiais entregues à polícia.
O segundo documento acrescenta um passo concreto à investigação: a captura de um dos investigados. Segundo o registro, havia mandado de prisão temporária expedido em 10 de abril, com cumprimento realizado no sábado (11). Depois da abordagem, a Polícia Civil determinou exame cautelar, comunicação ao Judiciário e recolhimento do preso ao cárcere.
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Prisão temporária
Esse novo boletim complementa diretamente o anterior porque o nome do investigado já havia aparecido na atualização feita pela DDM. Na ocasião, a representante da vítima informou à delegacia, com base em relatos colhidos no bairro, a possível participação dele no caso e o endereço onde ele poderia ser encontrado.
Com isso, a investigação deixa de estar baseada apenas em relatos iniciais e material digital já reunido e passa a contar também com uma prisão temporária formalizada dentro do inquérito. Esse movimento tende a fortalecer a coleta de depoimentos, a análise dos aparelhos e a checagem das imagens citadas no procedimento.
Apesar da captura, o caso não está encerrado. O primeiro boletim registra que a vítima relatou à mãe não se lembrar do que aconteceu depois de sair da praça com um dos jovens e indica que havia outras pessoas na residência onde os abusos teriam ocorrido. O documento também menciona vídeos, gravações de tela, conversas e imagens entregues à Polícia Civil.
A investigação prossegue justamente para identificar todos os envolvidos, confrontar os depoimentos e aprofundar a análise do material digital e dos laudos periciais. Também houve requisição de exame no IML, medida que integra a produção de provas no caso.