MENINA DE 12 ANOS

SJC: 'Resposta rápida', diz polícia após estupro coletivo

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
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O diretor do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 1), Múcio Mattos, disse que a “resposta será rápida” ao caso de estupro coletivo de uma menina de 12 anos em São José dos Campos, que segue em investigação.

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O crime ocorreu em 22 de março, no bairro Galo Branco, na região leste da cidade, e foi denunciado à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) na última segunda-feira (6). A menina foi estuprada por seis homens, entre adolescentes e adultos, após ter sido dopada com álcool.

Múcio disse que há medidas cautelares decretadas pela Justiça e que o caso está em sigilo: “A resposta da polícia será rápida e tenho que certeza que a Justiça será implacável”, afirmou o chefe da Polícia Civil do Vale do Paraíba, durante reunião do programa São José Unida, na manhã desta sexta-feira (10).

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Estupro coletivo

A menina de 12 anos foi embriagada antes da violência sexual, cometida por seis homens. De acordo com o boletim de ocorrência, dois adolescentes e um adulto foram identificados pela polícia. A violência foi gravada e postada nas redes sociais. As imagens estão sendo usadas para identificar os criminosos.

A denúncia foi feita pela mãe da vítima, que compareceu à delegacia acompanhada de uma testemunha.

Segundo o relato, a menina estava em uma pista de skate do bairro com uma amiga quando passou a interagir com um grupo de jovens. Um dos suspeitos teria oferecido bebida alcoólica à vítima, que ficou embriagada e apresentou lapsos de memória.

A partir desse momento, conforme o registro policial, a adolescente foi levada até uma residência próxima, onde os abusos teriam ocorrido enquanto ela estava desacordada ou incapaz de reagir. A vítima relatou não se lembrar dos acontecimentos após chegar ao local.

Vítima foi abandonada em praça

Após os fatos, a menina foi abandonada em uma praça, onde foi encontrada em estado de embriaguez, desorientada e passando mal. O caso segue sob sigilo por envolver uma menor de idade.

A Polícia Civil informou que já solicitou exames periciais ao IML (Instituto Médico Legal) e trabalha na identificação dos suspeitos, além da análise do material coletado.

Estupro coletivo foi filmado e divulgado

O boletim de ocorrência informa que os suspeitos pelo abuso gravaram a violência sexual e postaram as imagens nas redes sociais. As imagens foram divulgadas no Instagram, na aba "Melhores Amigos", que permite compartilhar conteúdos apenas com um grupo selecionado de seguidores, em vez de todo o público.

Parte desse material já foi reunida por testemunhas, incluindo gravações de tela, imagens e conversas, e entregue à polícia.

Nos registros analisados, a vítima aparece desacordada, sendo exposta e tocada por outras pessoas. Há ainda relatos da existência de um vídeo mais amplo, que mostraria a participação de até seis indivíduos na violência sexual contra a menina.

Testemunhas também indicaram possíveis envolvidos, incluindo adolescentes e adultos, cujas identidades estão sendo apuradas pela polícia. O BO informa que dois adolescentes, de 14 e 17 anos, compartilharam os vídeos e já foram identificados. Ao menos um adulto de 19 anos também já foi identificado pela polícia, além de outro que foi denunciado e será investigado.

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