Manter horários desregulados para dormir pode trazer consequências que vão além do cansaço no dia seguinte. Uma pesquisa recente indica que a falta de consistência no início do sono está associada a um aumento significativo no risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
O levantamento acompanhou mais de 3 mil pessoas por anos e observou que aqueles com maior variação nos horários de dormir apresentaram probabilidade mais alta de desenvolver problemas cardíacos, especialmente quando o tempo total de descanso era insuficiente.
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Impacto direto na saúde do coração
Os dados foram obtidos a partir do monitoramento de adultos ao longo de diferentes fases da vida. O padrão de sono foi analisado com o auxílio de dispositivos que registraram o tempo de permanência na cama, permitindo identificar irregularidades na rotina noturna.
Ao longo de mais de uma década de acompanhamento, foram cruzadas informações sobre hábitos de sono com registros médicos. O resultado mostrou uma relação consistente entre horários instáveis para dormir e o surgimento de eventos cardiovasculares graves.
Dormir pouco agrava o cenário
A combinação de sono irregular com noites curtas se mostrou ainda mais preocupante. Pessoas que dormiam menos de 8 horas e não mantinham uma rotina fixa apresentaram os maiores índices de risco.
Por outro lado, a variação no horário de acordar não demonstrou impacto relevante nos resultados, indicando que o momento de iniciar o sono pode ter papel mais decisivo na regulação do organismo.
Pequenas mudanças, grandes efeitos
A regularidade do sono está diretamente ligada ao equilíbrio do relógio biológico e aos hábitos diários. Alterações frequentes podem indicar um estilo de vida desorganizado, que afeta funções importantes do corpo, incluindo o sistema cardiovascular.
Especialistas apontam que estabelecer um horário consistente para dormir é uma estratégia simples e acessível, capaz de contribuir para a saúde a longo prazo. Ainda que não comprove causa direta, o estudo reforça a importância de uma rotina estável como aliada do coração.
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