MERCADO PET

Pets precisam usar roupas? Veja o que considerar antes de comprar

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Roupas, acessórios e outros produtos para pets podem fazer parte da rotina, desde que respeitem as necessidades e os limites de cada animal.
Roupas, acessórios e outros produtos para pets podem fazer parte da rotina, desde que respeitem as necessidades e os limites de cada animal.

As roupas para animais de estimação estão ganhando espaço no mercado pet brasileiro, acompanhando a tendência de tutores que investem cada vez mais em produtos para seus companheiros. Um levantamento da Scanntech, divulgado em outubro de 2026, apontou crescimento de 102,2% no faturamento e de 35,7% nas unidades vendidas de vestuário pet no varejo alimentar.

Apesar da popularidade das roupinhas, vestir um animal não é apenas uma questão de estilo. A necessidade depende de fatores como idade, porte, tipo de pelagem e condições de saúde. Filhotes, animais idosos e aqueles com pelos curtos podem sentir mais frio e, em determinadas situações, se beneficiar de uma proteção extra.

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Quando a roupa pode fazer mal?

Em dias quentes, o uso de roupas pode dificultar a dissipação do calor e aumentar o risco de superaquecimento, principalmente durante passeios e brincadeiras. Por isso, é importante avaliar a temperatura e evitar peças desnecessárias, especialmente em animais com focinho curto, que podem ter mais dificuldade para regular a temperatura corporal.

O conforto também deve ser observado durante o uso. Roupas apertadas, tecidos inadequados e peças que limitam os movimentos podem provocar irritação na pele e estresse. Se o animal tentar retirar a roupa repetidamente, ficar imóvel, apresentar respiração acelerada ou demonstrar desconforto, o tutor deve remover a peça e avaliar a situação.

Na hora de escolher uma roupinha, o ideal é optar por tecidos confortáveis, tamanho adequado e modelos que permitam caminhar, sentar e deitar sem dificuldade. Também é importante manter a peça limpa e seca e verificar se há vermelhidão, coceira ou nós na pelagem. Em caso de dúvidas sobre a necessidade de proteção térmica, a orientação de um médico-veterinário pode ajudar.

Mais do que acompanhar tendências, os tutores devem considerar as necessidades individuais de cada animal. Roupas podem ser úteis em situações específicas, mas não são indispensáveis para todos os pets. A prioridade deve ser garantir segurança, conforto e bem-estar, sem transformar o acessório em uma fonte de desconforto.

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