DOAÇÕES MILIONÁRIAS

VEJA quem são os maiores doadores das campanhas presidenciais

Por Will Baldine | Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
As campanhas dos principais candidatos à Presidência da República já receberam mais de R$ 10 milhões em doações de pessoas físicas nas eleições de 2026
As campanhas dos principais candidatos à Presidência da República já receberam mais de R$ 10 milhões em doações de pessoas físicas nas eleições de 2026

As campanhas dos principais candidatos à Presidência da República já receberam mais de R$ 10 milhões em doações de pessoas físicas nas eleições de 2026. Os dados declarados à Justiça Eleitoral até terça-feira (22) mostram diferenças tanto nos valores arrecadados quanto no perfil dos financiadores de cada candidatura.

Entre os seis candidatos analisados, Flávio Bolsonaro (PL) havia registrado R$ 2,9 milhões em contribuições de pessoas físicas. Ronaldo Caiado (PSD) aparecia com R$ 2,5 milhões, seguido por Renan Santos (Missão), com R$ 2,2 milhões. Lula (PT) tinha R$ 1,4 milhão, enquanto Augusto Cury (Avante) registrava R$ 562 mil e Romeu Zema (Novo), R$ 300 mil. Os valores podem ser atualizados com o lançamento de novas receitas no sistema da Justiça Eleitoral.

Saiba mais:

Empresário doou para Lula e Flávio

Um dos casos que chamam atenção é o do empresário Erasmo Carlos Battistella, CEO da empresa Be8. Ele fez uma doação de R$ 500 mil tanto para Lula quanto para Flávio Bolsonaro.

Battistella aparece entre os doadores que contribuíram para candidaturas de diferentes partidos. Somadas as duas contribuições, os repasses dele chegam a R$ 1 milhão.

No caso de Flávio Bolsonaro, entre os doadores aparecem empresários e produtores rurais. A família Verdi, ligada ao grupo Rodobens, doou R$ 300 mil. Executivos da Vicunha Têxtil, Marco Antônio Branquinho Junior e Marcel Yoshimi Imaizumi, contribuíram com R$ 225 mil cada, segundo os registros divulgados.

Caiado recebe maior doação individual

Ronaldo Caiado recebeu a maior contribuição individual entre os candidatos analisados. O empresário Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso repassou R$ 2,3 milhões à campanha do candidato do PSD.

Barroso é proprietário do fundo de investimentos Polaris, da CH Empreendimentos Imobiliários e de um cartório de registro de imóveis em Taguatinga (DF), segundo levantamento publicado pela imprensa com base nos dados eleitorais.

A contribuição representa uma parcela significativa das doações de pessoas físicas recebidas por Caiado até o período analisado.

Lula recebe doações de valores menores

A campanha de Lula apresenta uma distribuição diferente entre os doadores. Além de contribuições de empresários, o candidato recebeu valores de acadêmicos, dirigentes e pessoas ligadas a diferentes áreas da administração pública.

Entre os doadores citados estão Jones Alexandre Barros Soares, diretor da Transpetro, e Mayra Cristina da Luz Pádua Guimarães, doutoranda em enfermagem pela USP, que contribuíram com R$ 40 mil cada.

Também aparecem entre os doadores Fernando Paes de Carvalho, ex-diretor da Petros, e Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira, ex-deputado federal pelo PT, com R$ 17 mil cada. O professor de Direito da FGV Rabih Nasser doou R$ 15 mil.

Renan Santos aposta em financiamento coletivo

A campanha de Renan Santos concentra parte da arrecadação em financiamento coletivo. O candidato do Missão também recebeu contribuições de integrantes da família Safra.

Os registros mostram ainda que os irmãos Hélio Seibel e Salo Davi Seibel aparecem entre os doadores que contribuíram para diferentes candidaturas e partidos.

Até 22 de setembro, Renan havia declarado R$ 2,2 milhões em doações de pessoas físicas, segundo os dados divulgados a partir da prestação de contas eleitoral.

Cury e Zema

Augusto Cury, do Avante, havia recebido R$ 562 mil de pessoas físicas até o período analisado. O candidato também aparece como um dos principais financiadores de sua própria campanha, considerando os recursos declarados em sua prestação de contas.

Já Romeu Zema, do Novo, havia registrado R$ 300 mil em doações de pessoas físicas. Os valores colocam as duas candidaturas entre as que receberam menos contribuições individuais no recorte analisado.

Dados podem mudar

Os números correspondem às receitas declaradas pelas campanhas ao Tribunal Superior Eleitoral e podem ser alterados conforme novos valores sejam registrados e enviados à Justiça Eleitoral.

O TSE disponibilizou, desde 15 de setembro, o acesso aos dados de arrecadação e despesas das candidaturas por meio do sistema DivulgaCandContas. A plataforma permite consultar as receitas, os gastos e outras informações financeiras das campanhas.

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