Uma vontade aparentemente simples deu origem a um evento que hoje busca ampliar a visibilidade e o protagonismo das pessoas com deficiência em Piracicaba. No dia 23 de setembro, o Teatro Municipal Dr. Losso Netto recebe a terceira edição do Desfile Estou Passando, a partir das 13h. Gratuita e aberta ao público, a programação terá desfile, apresentações culturais e musicais e sorteio de brindes. A expectativa é reunir até 650 pessoas.
A iniciativa também permite que pessoas com e sem deficiência participem do desfile. Tanto para desfilar quanto para assistir ao evento, é necessário realizar a inscrição previamente por meio de formulário on-line. A proposta é transformar a passarela em um espaço de convivência, celebração e valorização da diversidade.

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Da escolha da roupa ao desfile

A história do “Estou Passando” começou dentro do Centro de Reabilitação de Piracicaba (CRP), a partir de um desejo de um dos atendidos: escolher a própria roupa. A manifestação chamou a atenção de uma educadora, que teve a ideia de transformar aquele momento em uma atividade de desfile.
A primeira edição aconteceu de forma intimista, dentro do próprio CRP, com atendidos e familiares. Na segunda, o projeto cresceu e foi levado para a antiga Estação da Paulista, reunindo cerca de 400 pessoas, entre atendidos, familiares, instituições, escolas e parceiros.

Neste ano, a organização pretende ampliar novamente o alcance do projeto. O evento é organizado pela equipe do Centro Dia, serviço do CRP, por meio de uma comissão formada para a realização do desfile. A iniciativa conta ainda com patrocinadores e apoiadores, que contribuem com a doação de itens necessários, além da participação de instituições, escolas e moradores do município.
Para Andreia Jorge, gestora das áreas de Assistência Social e Inclusão Profissional do CRP, a iniciativa pretende estimular uma percepção diferente sobre a deficiência. “Queremos que as pessoas com deficiência sejam vistas para além do diagnóstico, reconhecidas por suas potencialidades, seus desejos e por tudo aquilo que são capazes de construir”, afirmou ao Jornal de Piracicaba.
Segundo Andreia, a ocupação dos espaços da cidade também é parte desse processo. “Mais do que realizar um evento, queremos provocar um olhar diferente sobre a deficiência e mostrar que ocupar os espaços da cidade também é um direito”, finalizou.