Piracicaba deu mais um passo para a criação de um Distrito de Inovação no município. Representantes da Prefeitura, do Governo do Estado, da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) participaram de uma reunião nesta quarta-feira (9) para discutir o projeto e definir as próximas etapas.
O encontro reuniu órgãos públicos e instituições de ensino e pesquisa que já atuam na cidade. A proposta faz parte da política estadual de distritos de inovação, coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo.
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USP e Unicamp participam do projeto
A reunião contou com a presença do prefeito Helinho Zanatta, da secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, Thais Fornicola, e da superintendente de Desenvolvimento Econômico, Luciane Leães.
Pelo Governo do Estado, participaram o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan, e o diretor da pasta, André Aquino. Também esteve presente Nicolle Loureiro, diretora de Relações Institucionais do Distrito de Inovação de São Paulo.

A USP foi representada pelo pró-reitor adjunto de Inovação, professor Norberto Peporine Lopes; pelo professor Tito José Bonagamba, coordenador do InovaUSP São Carlos; e pela diretora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), professora Thais Maria Ferreira de Souza Vieira.
Pela Unicamp, participaram a diretora da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), professora Karina Gonzales Silverio; os diretores Roberto Donato, de Sustentabilidade, e Flávio Baggio, administrativo; e o professor Rangel Arthur, da Inova Unicamp.
O que prevê a política estadual
A política paulista para distritos de inovação foi estabelecida pelo Decreto nº 70.683, de 16 de junho de 2026. Entre os requisitos para o reconhecimento de um distrito pelo Estado estão a definição de uma área, a existência de organizações consideradas âncoras, a elaboração de um plano de implantação e a prestação de contas anual.
Com a participação da USP e da Unicamp, Piracicaba passa a reunir quatro instituições âncoras no projeto, enquanto a política estadual exige pelo menos duas.

O processo de reconhecimento é conduzido pela Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação. A pasta também poderá conceder o Selo Paulista para Distritos de Inovação.
Próximas etapas
Durante a reunião, foram definidas duas ações para dar continuidade ao projeto: a criação da estrutura de governança do distrito e a elaboração do plano de implantação.
Paralelamente, a Prefeitura trabalha na conclusão do Sistema Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Simdes). O projeto de lei pretende reunir incentivos que atualmente estão distribuídos em normas municipais de 1995 e 2008 e estabelecer uma base legal para o distrito.
A previsão é que o projeto seja protocolado na Câmara Municipal em outubro.
Segundo o prefeito Helinho Zanatta, a proposta busca aproximar universidades, empresas e poder público para transformar pesquisas e conhecimento em novas atividades econômicas.
“Piracicaba tem universidade, pesquisa e indústria há mais de um século. O que estamos fazendo agora é colocar essas forças para trabalhar juntas, com o apoio do Governo do Estado.”
Estado vê potencial de integração
Para o secretário estadual Vahan Agopyan, Piracicaba está entre as cidades paulistas que concentram instituições de pesquisa e tecnologia.
Segundo ele, a participação da Esalq/USP e da Unicamp, junto ao município e ao Estado, pode contribuir para a estruturação do distrito e para a criação de atividades conjuntas entre as instituições.
“Piracicaba é uma delas, porque possui universidades como a Esalq/USP e a Unicamp, e é onde também encontramos apoio da gestão municipal para congregar essas instituições, estimular atividades conjuntas e viabilizar uma legislação para essa finalidade”, afirmou.
PIN reúne organizações do ecossistema de inovação
A construção do distrito também está relacionada ao trabalho desenvolvido pelo Piracicaba Innovation (PIN), iniciativa que articula o ecossistema de inovação da cidade desde 2025.
Atualmente, o PIN reúne mais de 130 organizações, entre universidades, empresas, entidades de classe, startups e representantes do poder público.
Em julho, as organizações participantes aprovaram seis áreas consideradas estratégicas para a economia local: bioeconomia, saúde única, tecnologia da informação, indústria avançada, economia criativa e turismo regenerativo.
Distrito será o território da iniciativa
O conceito de distrito de inovação prevê a concentração e integração, em uma determinada área urbana, de universidades, centros de pesquisa, empresas e poder público.
A proposta é criar um ambiente de conexão entre essas instituições para estimular a produção de conhecimento, novos negócios e atividades econômicas.
Nesse modelo, o PIN funciona como a rede que reúne as organizações, enquanto o Distrito de Inovação será o território onde essa articulação deverá ser consolidada.
USP e Unicamp já atuam em Piracicaba
A USP e a Unicamp mantêm unidades em Piracicaba há décadas.
A Esalq/USP foi fundada em 1901 e a Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP/Unicamp) foi criada em 1955.
De acordo com a Prefeitura, a reunião desta quarta-feira marcou a primeira vez em que representantes das duas universidades, do Governo do Estado e do município se reuniram para discutir conjuntamente a implantação do Distrito de Inovação de Piracicaba.
A secretária Thais Fornicola afirmou que a Prefeitura atua na articulação entre as instituições e que as áreas estratégicas foram definidas pelo próprio ecossistema de inovação.
“O papel da Prefeitura foi articular, e não decidir sozinha. As prioridades da cidade foram escritas pelo próprio ecossistema, e é isso que sustenta o distrito que estamos construindo com o Estado, a USP e a Unicamp.”
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