O que começou com uma dívida terminou em cativeiro, tortura e ameaça de morte. Um empresário de Piracicaba foi sequestrado por integrantes de uma quadrilha que, segundo a polícia, atuava com agiotagem e utilizava a violência para pressionar devedores.
A vítima foi levada para um imóvel no dia 5 de agosto. Além de ser mantido sob domínio dos criminosos, o empresário teve uma BMW tomada como garantia da dívida.
LEIA MAIS
Mesmo depois de ser libertado, o terror não teria terminado. De acordo com as investigações, as ameaças continuaram e familiares foram pressionados para que novos pagamentos fossem realizados.
R$ 94 mil depois do cativeiro
Um dos pontos que chamaram a atenção dos investigadores foi a movimentação financeira após o sequestro.
O filho da mulher apontada como chefe do esquema recebeu depósitos sucessivos que somaram R$ 94 mil. Segundo a polícia, os pagamentos ocorreram depois da libertação do empresário, enquanto as cobranças continuavam. A investigação também identificou um grupo responsável pela parte financeira da organização e outros integrantes que fariam a vigilância armada do cativeiro.
Mensagens encontradas no celular da vítima, teriam ajudado os investigadores a reconstruir as ameaças e as cobranças feitas pela mulher apontada como líder.
Operação cumpre o prazo final
A ofensiva contra o grupo ocorreu nesta terça-feira (1º), em Piracicaba, com participação do Gaeco do Ministério Público de São Paulo e do 10º Baep.
Sete pessoas foram presas durante o cumprimento dos mandados. Um suspeito apontado como envolvido no crime ainda não foi localizado. O nome da operação, “Prazo Final”, faz referência justamente ao prazo imposto à vítima para quitar a dívida, sob ameaça de morte.
Armas, carro, motos e dinheiro
A ação também atingiu a estrutura utilizada pelo grupo. Durante as buscas, foram apreendidas: 3 armas de fogo, 46 munições, 5 carros, 4 motocicletas, 12 celulares, 1 notebook e R$ 16,8 mil em dinheiro.
Porções de drogas, incluindo cocaína e dry
Os investigadores apuram ainda outros possíveis crimes e vítimas ligados ao esquema.
Os presos são investigados por extorsão mediante sequestro, ameaça, roubo, associação criminosa e crimes relacionados à agiotagem.
O caso agora entra em uma nova fase: além de identificar todos os envolvidos, a polícia busca descobrir quantas outras pessoas podem ter passado pelo mesmo tipo de cobrança violenta.