São Paulo está em alerta para o sarampo após o registro de 23 casos confirmados da doença. O Estado é atualmente o único do país com surto ativo, segundo o Ministério da Saúde. Diante do avanço dos registros, a vacinação volta ao centro das estratégias para evitar a circulação do vírus e proteger a população.
Na região de Piracicaba, não há casos confirmados de sarampo em 2026 entre os municípios consultados. Apesar disso, a cobertura vacinal ainda está abaixo dos 95% recomendados pelo Ministério da Saúde. Em Piracicaba, 93,11% do público-alvo recebeu a primeira dose da Tríplice Viral, enquanto a segunda chegou a 77,04%. Além de Piracicaba, Limeira, Santa Bárbara d'Oeste, São Pedro e Capivari não registraram casos confirmados de sarampo em 2026. Os índices de vacinação, porém, variam entre os municípios e permanecem abaixo da meta de 95% nas doses informadas.
A vacina protege contra sarampo, caxumba e rubéola e faz parte do calendário de vacinação de rotina. Quem não sabe se recebeu as doses necessárias ou está com o esquema incompleto pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com a caderneta para conferir a situação.
VEJA MAIS:
- Adolescente é achada com graves ferimentos em mata de Piracicaba
- Conexão Verde terá adoção e vacinação de cães em Piracicaba
- Clique aqui e receba, gratuitamente, as principais notícias da cidade, no seu WhatsApp, em tempo real.
Quem deve tomar a vacina contra o sarampo?
A proteção começa ainda na infância. A primeira dose da Tríplice Viral deve ser aplicada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Depois dessa etapa, a recomendação varia conforme a idade e o histórico de vacinação de cada pessoa.
Pessoas de até 29 anos que não foram vacinadas ou não têm o esquema completo devem ter duas doses registradas. Para quem tem entre 30 e 59 anos e não foi imunizado, a indicação é de uma dose. Profissionais de saúde precisam ter duas doses registradas, independentemente da idade.
Em meio ao surto no Estado, a Secretaria Estadual da Saúde recomendou uma dose para moradores de 6 meses a 59 anos das cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, mesmo para quem já havia recebido o imunizante anteriormente. A medida foi adotada para tentar interromper as cadeias de transmissão identificadas nesses municípios.
Casos aumentaram em poucos dias
O número de registros no Estado cresceu rapidamente. No início de agosto, eram 16 casos confirmados; quatro dias depois, outros sete foram identificados, todos na capital paulista. Do total atual, dois são considerados importados e os demais estão relacionados à importação do vírus, embora a origem inicial da transmissão ainda não tenha sido identificada.
A situação representa um novo alerta para a vacinação no país. O Brasil havia recebido, em 2016, o certificado de eliminação do sarampo concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde, mas perdeu o reconhecimento em 2019 após registrar cerca de 18 mil casos. O certificado foi recuperado em 2024.
Quem estiver em dúvida sobre a vacinação deve levar a caderneta até uma UBS. A equipe de saúde poderá verificar as doses já registradas e orientar sobre a necessidade de completar o esquema. A vacinação é gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Manter o calendário atualizado é uma das principais formas de reduzir o risco de circulação do sarampo e evitar o surgimento de novos casos.