SAÚDE

Canetas emagrecedoras começam a ser oferecidas no SUS

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Projeto do Ministério da Saúde busca reunir evidências antes de ampliar o uso da semaglutida no SUS.
Projeto do Ministério da Saúde busca reunir evidências antes de ampliar o uso da semaglutida no SUS.

O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou um projeto-piloto que passa a oferecer a semaglutida, princípio ativo das chamadas canetas emagrecedoras, a pacientes com obesidade atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), no Rio Grande do Sul. A iniciativa pretende reunir evidências sobre a eficácia, a segurança e o custo do tratamento antes de uma possível ampliação da estratégia na rede pública.

Ao todo, 250 pacientes participarão da pesquisa, batizada de Real-Bari. Todos já são acompanhados pelo hospital e apresentam obesidade grave ou a doença associada a outras comorbidades. O acompanhamento será realizado durante dois anos, período em que especialistas avaliarão os resultados clínicos e o impacto da terapia.

VEJA MAIS:


  • Clique aqui e receba, gratuitamente, as principais notícias da cidade, no seu WhatsApp, em tempo real. 

Dois anos de acompanhamento

O estudo analisará indicadores como perda de peso, melhora da qualidade de vida, evolução dos exames clínicos, condições dos pacientes após procedimentos cirúrgicos e os custos envolvidos no tratamento. O objetivo é entender como o uso da semaglutida pode ser incorporado à realidade do SUS de forma segura e eficiente.

O protocolo de pesquisa foi desenvolvido pelo Grupo Hospitalar Conceição em parceria com o Ministério da Saúde. A iniciativa também estabelece critérios para o acompanhamento contínuo dos participantes por equipes médicas especializadas durante todo o período do estudo.

Durante o lançamento do projeto, um dos pacientes selecionados recebeu a primeira aplicação do medicamento, marcando o início oficial da fase de testes na rede pública.

Quem pode participar do estudo

Os participantes precisam ter diagnóstico de obesidade há pelo menos 12 meses e apresentar falha comprovada no tratamento convencional, incluindo dieta estruturada e prática regular de atividade física por, no mínimo, dois meses. Também é necessário que consigam realizar a autoaplicação do medicamento ou contem com o auxílio de um cuidador.

De acordo com o Ministério da Saúde, o projeto busca gerar dados científicos que possam orientar futuras decisões sobre a utilização de medicamentos à base de GLP-1 no tratamento da obesidade no SUS. A pasta também destacou que o Brasil passa a integrar um grupo de países que avaliam esse tipo de tecnologia na rede pública, inicialmente voltada para obesidade e diabetes, com potencial de aplicação em outras doenças crônicas.

O perfil dos pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição também motivou a iniciativa. Atualmente, 91% das pessoas com obesidade acompanhadas pela instituição apresentam obesidade mórbida e menos da metade reúne condições para realizar cirurgia bariátrica. A pesquisa será financiada com recursos destinados ao hospital pela Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS), provenientes de aporte da fabricante do medicamento.

Comentários

Comentários