Em meio às articulações para a disputa presidencial de 2026, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tornou público um desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como nome escolhido por Jair Bolsonaro para concorrer ao Palácio do Planalto. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Michelle relatou episódios de desgaste político e pessoal que, segundo ela, resultaram no afastamento entre os dois.
A manifestação ocorre em um momento de pressão de aliados bolsonaristas para que Michelle participe mais ativamente da pré-campanha de Flávio. No pronunciamento, ela rejeitou rumores de que estaria condicionando apoio político a um pedido público de desculpas do senador e afirmou que não impôs qualquer exigência para colaborar com o projeto eleitoral.
VEJA MAIS:
- Refis é prorrogado contribuintes têm mais 90 dias para negociar
- Brasil x Escócia: IAs apontam quem deve vencer hoje; Veja
- Clique aqui e receba, gratuitamente, as principais notícias da cidade, no seu WhatsApp, em tempo real.
Michelle relatou que o episódio que marcou o rompimento ocorreu após divergências relacionadas às articulações políticas do PL no Ceará. Segundo ela, uma conversa telefônica com Flávio teria sido marcada por críticas à sua atuação dentro do partido e pela avaliação de que ela não deveria participar das decisões estratégicas da legenda.
De acordo com a ex-primeira-dama, o senador teria minimizado sua experiência política e demonstrado resistência à sua participação nos debates internos. A partir daquele momento, ela decidiu se afastar das discussões partidárias, interpretando que sua contribuição não era considerada relevante por parte do grupo ligado ao parlamentar.
Michelle também afirmou que o distanciamento permanece até hoje. Embora tenha revelado que Flávio frequenta sua residência regularmente, ela destacou que não houve tentativa direta de retomada do diálogo entre ambos desde o desentendimento.
Aliança no Ceará volta ao centro da disputa
O principal ponto de divergência envolve a estratégia eleitoral do PL no Ceará. Michelle voltou a questionar a aproximação com o grupo político de Ciro Gomes, argumentando que a composição não seria compatível com o histórico de críticas feitas pelo ex-governador cearense à família Bolsonaro.
Segundo ela, Ciro teve papel importante em episódios que contribuíram para a inelegibilidade de Jair Bolsonaro e, por isso, uma aliança deveria ser analisada com cautela. A ex-primeira-dama defendeu que qualquer entendimento entre os grupos ocorra apenas em um eventual segundo turno, preservando a identidade política do eleitorado conservador na primeira fase da disputa.
Michelle ainda mencionou publicações feitas por integrantes da família Bolsonaro em defesa da estratégia adotada no Ceará. Na avaliação dela, as manifestações transmitiram a impressão de uma ação coordenada e reforçaram a sensação de isolamento dentro do núcleo político bolsonarista. Apesar das críticas, a ex-primeira-dama afirmou que não pretende alimentar conflitos públicos e disse já ter superado o episódio no âmbito pessoal.