MORTE NA PONTE

'Não caiu, foi assassinada': Testemunha aponta provas ocultadas

Por | da Rede Sampi
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Redes sociais
A testemunha afirmou que decidiu tornar público seu relato para colaborar com as investigações. 
A testemunha afirmou que decidiu tornar público seu relato para colaborar com as investigações. 

“Ela não caiu. Foi assassinada, arremessada. Eu estava a cerca de 15 ou 20 metros de distância e vi o momento em que a lançaram. Não a vi atingir o chão, mas ouvi o impacto. Foi um barulho seco, oco, extremamente doloroso. Aquilo ficou marcado em mim”. O relato é de Rafael Goulart, testemunha da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, no sábado (13).

Leia mais: 'Não adotaram cautelas mínimas', diz juiz sobre morte na ponte

Ao SBT News, Rafael afirmou que funcionários da empresa responsável pela atividade demonstraram “apatia” após o acidente e teriam tentado ocultar provas; e que integrantes da equipe recolheram equipamentos usados no salto e os levaram para veículos estacionados no local. A testemunha também relatou que colaboradores voltaram sem as roupas que os identificavam como membros da organização.

“O noivo estava completamente desestabilizado, gritando, se debatendo no chão, e nós tentávamos segurá-lo para que não fizesse algo pior. Ao mesmo tempo, outras pessoas ao redor — eu e colegas que estavam comigo — ligávamos para a polícia, acionávamos os bombeiros e pedíamos o helicóptero de resgate, enquanto observávamos a reação da equipe responsável pelo salto”, afirmou.

Rafael também declarou que, após a queda, funcionários teriam manipulado o corpo da vítima para retirar uma câmera GoPro presa a ela; e que registrou parte da movimentação com o celular quando percebeu pessoas recolhendo materiais e tentando deixar o local.

Outra questão apontada pela testemunha foi o possível atraso na programação dos saltos. Segundo ele, o número de participantes aguardando a atividade indicava acúmulo de pessoas no evento. Para Rafael, a busca por atender um grande volume de clientes pode ter contribuído para falhas na operação.

“Mataram a menina por total imprudência. E não foi por falta de equipamento de segurança. O equipamento de segurança é o capacete; a corda é o elemento essencial para que o salto aconteça. Sem ela, simplesmente não existe salto. É como pular de paraquedas sem o paraquedas”, declarou.

A testemunha afirmou que decidiu tornar público seu relato para colaborar com as investigações.

O caso é investigado pelas autoridades.

Com informações do SBT News.

Comentários

Comentários