PONTE DOS ACIDENTES

Caso Maria Eduarda: Prefeitura de Limeira pede demolição de ponte

Por Redação / JP1 |
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução / Portal ELimeira
A jovem caiu de aproximadamente 40 metros de altura após ser lançada sem que os equipamentos de segurança estivessem devidamente conectados ao seu corpo.
A jovem caiu de aproximadamente 40 metros de altura após ser lançada sem que os equipamentos de segurança estivessem devidamente conectados ao seu corpo.

A morte trágica de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, após uma queda de cerca de 40 metros durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, segue causando forte comoção e repercutindo em todo o país.

A jovem caiu de aproximadamente 40 metros de altura após ser lançada sem que os equipamentos de segurança estivessem devidamente conectados ao seu corpo.

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Autoridades discutem medidas para impedir acesso à ponte

Diante da tragédia, representantes da Prefeitura de Limeira, do Governo Federal, da Câmara Municipal e o deputado federal Miguel Lombardi participaram, nesta segunda-feira (15), de uma reunião para discutir ações que impeçam o acesso à Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis.

Durante o encontro, o prefeito Murilo Félix reforçou que a prática de atividades no local sempre foi proibida e solicitou à União a demolição da estrutura como medida definitiva para evitar novos acidentes.

“Estamos tratando de uma área que apresenta riscos conhecidos há muitos anos e que continua atraindo pessoas mesmo interditada. A implosão da estrutura será uma solução definitiva para evitar novos incidentes e garantir a segurança da população”, afirmou.

Governo Federal avalia demolição 

A Ponte do Esqueleto pertence ao Governo Federal e está desativada há cerca de 30 anos. Segundo a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), nunca houve autorização para a realização de saltos de rope jump no local.

O órgão informou que irá reforçar a sinalização, instalar novas barreiras físicas e reabrir valas já existentes para dificultar o acesso à estrutura.

Em nota, a SPU destacou que a transferência da ponte para o patrimônio da União foi oficializada recentemente e reafirmou que nenhuma atividade foi autorizada no local.

Ponte acumula histórico de acidentes

A estrutura é conhecida por registrar diversos acidentes ao longo dos anos. Apesar das medidas adotadas pela Prefeitura de Limeira desde 2024, como bloqueios de acesso, instalação de placas de advertência e abertura de valetas, pessoas continuaram entrando irregularmente na área.

A Prefeitura de Cordeirópolis também manifestou apoio à demolição da ponte
“Cordeirópolis defende a demolição dessa ponte. É urgente que todos ajam neste momento para evitar outras tragédias. A solução definitiva deve ser imediata”, declarou a prefeita Cristina Saad.

Investigação segue em andamento

As investigações apontam que a modalidade praticada no local não possui regulamentação específica no Brasil e que não havia autorização para a realização dos saltos.

A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e aguarda a conclusão dos laudos periciais. O Ministério Público de São Paulo acompanha o caso e já obteve na Justiça a conversão da prisão em flagrante dos três instrutores em prisão preventiva.

A delegada responsável pela investigação, Andrea Levy, afirmou que buscará medidas urgentes em conjunto com os órgãos competentes.
“Farei o possível, com o apoio do município e em contato com os Ministérios Públicos Estadual e Federal, para buscar uma providência urgente em relação à interdição, demolição ou qualquer outra medida necessária para essa ponte, que já foi palco de muitas tragédias.”

Responsáveis permanecem presos

Dos seis envolvidos inicialmente detidos, três seguem presos preventivamente: Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos.

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