'CUSTO VAI SUBIR'

Dono da Riachuelo critica fim da escala 6x1

Por Redação/JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução / Redes Sociais
“O custo vai subir e parte disso terá de ser repassada aos preços”, afirmou o empresário.
“O custo vai subir e parte disso terá de ser repassada aos preços”, afirmou o empresário.

O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou um novo capítulo após declarações do empresário Flávio Rocha, controlador do grupo responsável pela Riachuelo. Segundo ele, a proposta em discussão no Congresso pode provocar aumento nos preços, impacto sobre empregos e pressão nos custos do varejo brasileiro.

Durante participação no Fórum Brasil 2026, realizado no Guarujá, em São Paulo, o empresário afirmou que a mudança para jornadas com mais folgas semanais pode elevar os custos operacionais entre 18% e 20% no setor varejista.

Empresário diz que preços podem subir

De acordo com Flávio Rocha, a redução da jornada e o fim da escala 6x1 obrigariam empresas a aumentar despesas com mão de obra, principalmente em segmentos que dependem de grande quantidade de funcionários.

“O custo vai subir e parte disso terá de ser repassada aos preços”, afirmou o empresário durante o evento.

Segundo ele, projeções internas da companhia apontam impacto geral de cerca de 13% nos preços finais dos produtos caso a proposta avance sem ajustes.


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Pequenas empresas seriam as mais afetadas

O dono da Riachuelo afirmou que a principal preocupação envolve pequenos e médios empresários, que atualmente concentram grande parte da geração de empregos no Brasil.

Na avaliação dele, setores como:

  • varejo
  • restaurantes
  • salões de beleza
  • indústrias
  • comércio em geral

dependem de maior flexibilidade nas jornadas para manter funcionamento contínuo durante a semana e aos finais de semana.

O empresário alertou que empresas menores podem enfrentar dificuldades para absorver os novos custos sem reduzir equipes ou aumentar preços.

Debate sobre jornada divide opiniões

Apesar das críticas, Flávio Rocha afirmou considerar legítima a discussão sobre qualidade de vida e redução da carga horária dos trabalhadores.

Segundo ele, o desejo de mais tempo com a família e melhores condições de trabalho faz parte de uma transformação mundial nas relações profissionais. Ainda assim, o empresário argumenta que a mudança precisa considerar impactos econômicos e capacidade de contratação das empresas.

Ele também afirmou que muitas companhias já utilizam escalas mais flexíveis, como a 5x2, sem necessidade de imposição geral.

PEC da escala 6x1 avança na Câmara

A proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho segue em análise na Câmara dos Deputados. O relatório da PEC deve ser apresentado pelo deputado Léo Prates nos próximos dias.

A expectativa é de que o texto avance para votação na Comissão Especial e posteriormente siga para o plenário da Câmara.

A discussão sobre o fim da escala 6x1 se tornou um dos temas mais debatidos nas redes sociais e no setor empresarial, dividindo opiniões entre trabalhadores, sindicatos e representantes da indústria e do comércio.

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