MUDANÇAS

Brasil pode dar adeus ao chocolate amargo e meio amargo; Entenda

Por Da redação |
| Tempo de leitura: 2 min
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Termos como “amargo” e “meio amargo” devem desaparecer das prateleiras brasileiras com a nova regulamentação do setor.
Termos como “amargo” e “meio amargo” devem desaparecer das prateleiras brasileiras com a nova regulamentação do setor.

O consumidor brasileiro deve começar a ver uma mudança significativa nas prateleiras nos próximos meses: expressões como “chocolate amargo” e “meio amargo” tendem a desaparecer das embalagens após a aprovação de um novo projeto no Senado Federal.

A proposta altera as regras de rotulagem e passa a exigir que os fabricantes informem com mais clareza o percentual de cacau presente nos produtos. Com isso, nomes tradicionais usados pela indústria há décadas serão substituídos por classificações numéricas, como “50% cacau”, “70% cacau” ou “85% cacau”.

O texto segue agora para sanção presidencial e prevê prazo de cerca de 360 dias para que as novas exigências entrem em vigor.

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Mais cacau e menos confusão

Além da mudança visual nas embalagens, o projeto endurece os critérios para que um produto seja oficialmente chamado de chocolate no Brasil.

Hoje, a legislação brasileira exige no mínimo 25% de sólidos de cacau na composição. Pela nova proposta, esse índice sobe para 35%, acompanhado de limites mais rígidos para o uso de gorduras vegetais adicionadas.

As novas regras também estabelecem parâmetros específicos para categorias como chocolate ao leite, chocolate branco, chocolate em pó, achocolatados e coberturas sabor chocolate.

A justificativa apresentada pelos defensores da medida é aumentar a transparência para o consumidor. Parlamentares ligados ao setor afirmaram que muitos produtos comercializados como “meio amargo” tinham teor de cacau abaixo do esperado e composição próxima à de chocolates mais açucarados.

Impacto pode chegar ao bolso

A proposta também é vista como uma forma de fortalecer a cadeia produtiva do cacau nacional e reduzir espaço para produtos considerados de qualidade inferior.

No entanto, especialistas do setor apontam que o aumento da exigência de cacau pode elevar os custos de produção para a indústria, principalmente diante da alta internacional da commodity registrada nos últimos meses.

Mesmo assim, a principal transformação percebida pelo público será na rotulagem. Em vez de termos subjetivos como “amargo” ou “meio amargo”, as embalagens devem destacar números que indiquem de forma mais objetiva a concentração real de cacau em cada produto.

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