O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (12), em Brasília, que o crime organizado deixou de atuar apenas nas periferias e hoje também está presente em setores como empresas, futebol, Congresso Nacional e Poder Judiciário. A declaração ocorreu durante o lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado.
Ao apresentar a nova iniciativa federal voltada à segurança pública, Lula defendeu uma atuação integrada entre União, estados e forças policiais para enfrentar facções criminosas e reduzir o avanço do tráfico de drogas e armas no país. Segundo ele, a falta de cooperação entre os órgãos públicos fortalece as organizações criminosas.
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Governo aposta em nova estratégia nacional
O programa Brasil Contra o Crime Organizado foi criado para ampliar o combate às facções, milícias e redes ligadas ao narcotráfico. A proposta do governo será baseada em quatro pilares principais: enfraquecimento financeiro das organizações criminosas, reforço da segurança no sistema prisional, qualificação das investigações de homicídios e combate ao tráfico de armas.
Durante o evento, Lula ressaltou que o governo federal não pretende substituir o trabalho das polícias estaduais, mas atuar em parceria para aumentar a eficiência das ações de segurança em todo o país. O presidente também afirmou que ainda há muitos desafios para conter o crescimento das facções criminosas e garantir mais proteção à população.
Conversa com Trump entrou na pauta
Lula revelou ainda que discutiu o combate ao crime organizado em reunião recente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, o governo brasileiro enviou um documento propondo cooperação entre os dois países em áreas como lavagem de dinheiro, contrabando de armas e fiscalização de fronteiras.
A movimentação ocorre em meio às discussões sobre uma possível classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Atualmente, os grupos são reconhecidos internacionalmente como facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas. Caso sejam enquadrados como organizações terroristas, o governo americano poderá ampliar medidas de combate e atuação internacional envolvendo essas facções.