DOENÇA LETAL

Hantavírus: Entenda surto raro que matou 7 pessoas em cruzeiro

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Foto: Divulgação/Oceanwide Expeditions
Um vírus raro transmitido por roedores voltou ao centro das atenções após um surto fatal atingir passageiros em um cruzeiro no Atlântico Sul.
Um vírus raro transmitido por roedores voltou ao centro das atenções após um surto fatal atingir passageiros em um cruzeiro no Atlântico Sul.

Um surto de hantavírus registrado a bordo de um navio de cruzeiro internacional chamou a atenção de autoridades de saúde após provocar a morte de 7 passageiros durante uma expedição pelo Atlântico Sul. O episódio envolveu a cepa Andes, considerada a única variante conhecida do vírus com capacidade de transmissão entre humanos.

A embarcação, operada pela empresa Oceanwide Expeditions, partiu de Ushuaia, na Argentina, e percorreu regiões de clima extremo e pouca ventilação natural, cenário que favoreceu a circulação do vírus entre os passageiros.

VEJA MAIS:


  • Clique aqui e receba, gratuitamente, as principais notícias da cidade, no seu WhatsApp, em tempo real. 

Ambiente confinado ampliou risco de transmissão

Especialistas apontam que as condições do cruzeiro contribuíram diretamente para o avanço da doença. O frio intenso manteve os passageiros em áreas internas por longos períodos, enquanto o uso constante de ar-condicionado e a baixa renovação de ar aumentaram a exposição coletiva.

A avaliação médica indica que um dos passageiros teria embarcado ainda no período de incubação da doença, quando a pessoa já está infectada, mas ainda não apresenta sintomas. A convivência prolongada em cabines e espaços fechados facilitou a disseminação da cepa Andes, conhecida por permitir transmissão respiratória entre pessoas em situações muito específicas.

Apesar disso, infectologistas destacam que o hantavírus não apresenta o mesmo potencial de contágio observado em doenças como a COVID-19. Para que a transmissão aconteça, normalmente é necessário contato próximo e contínuo em ambientes pouco ventilados.

Doença tem alta taxa de letalidade

O hantavírus é considerado raro, mas preocupa pela gravidade dos casos. A doença pode evoluir rapidamente para quadros respiratórios severos e possui taxa de letalidade estimada entre 25% e 50%. Atualmente, existem 38 espécies conhecidas de hantavírus no mundo. Na maioria delas, a infecção ocorre após contato com fezes, urina ou saliva de roedores silvestres contaminados. A cepa Andes, responsável pelo surto no cruzeiro, é a principal exceção por permitir transmissão direta entre humanos.

Segundo especialistas, o vírus identificado no navio não apresentou mutações que aumentassem sua transmissibilidade. O entendimento atual é de que o episódio ocorreu em circunstâncias específicas de confinamento prolongado e não representa risco elevado para a população em geral.

Comentários

Comentários