O enviado especial do governo dos Estados Unidos para assuntos globais, Paolo Zampolli, afirmou em entrevista à RAI que brasileiras são “programadas para arrumar confusão” e utilizou termos ofensivos ao se referir às mulheres do país.
As declarações foram feitas durante uma entrevista em que Zampolli tratava de temas pessoais e políticos. No trecho em que abordou sua ex-mulher, a ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem manteve relacionamento por cerca de 20 anos, ele relacionou a fala ao histórico do casal. Ungaro foi deportada dos Estados Unidos em outubro de 2025 após acusações de fraude. Zampolli afirmou que não participou de qualquer etapa relacionada ao processo de deportação.
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Ainda na mesma entrevista, Zampolli mencionou a FIFA ao comentar uma sugestão feita anteriormente para que a entidade considerasse a substituição do Irã pela Itália na Copa do Mundo.
As falas foram registradas em um contexto de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. Nos últimos dias, houve registros de medidas recíprocas envolvendo credenciais policiais entre os dois países. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou a possibilidade de adoção de medidas de reciprocidade após desdobramentos relacionados ao caso do político Alexandre Ramagem.
Até o momento, não houve divulgação de posicionamentos oficiais adicionais de governos ou instituições sobre as declarações feitas na entrevista.