Planejar uma viagem à Europa em 2026 exigirá mais organização do que nunca. Apesar de brasileiros continuarem isentos de visto para estadias de até 90 dias no Espaço Schengen, novas exigências impostas por países como Portugal já mudam a dinâmica para quem pretende ficar mais tempo no continente.
A principal orientação é antecipar toda a documentação. Seguro-viagem com ampla cobertura, comprovantes detalhados de hospedagem e extratos financeiros recentes passam a ser cada vez mais exigidos — especialmente em destinos como França, que torna obrigatória a apresentação de seguro com cobertura mínima elevada no momento da entrada.
Além disso, processos consulares estão mais lentos. Na Alemanha, por exemplo, entrevistas presenciais passam a ser obrigatórias para vistos de longa duração, com prazos de espera que podem chegar a até 60 dias. Já na Holanda, a coleta de dados biométricos passa a ser feita em todos os pontos de entrada, aumentando o tempo de passagem pela imigração.
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Portugal lidera mudanças e pressiona brasileiros
Entre os países que revisaram suas políticas migratórias, Portugal aparece como um dos mais impactantes para brasileiros. A partir de julho de 2026, quem solicitar visto para permanências superiores a 90 dias deverá comprovar renda mensal mínima equivalente ao salário local, além de apresentar documentos financeiros mais detalhados e atualizados.
A medida acompanha um movimento mais amplo de países como Espanha, Itália e França, que também passaram a adotar mecanismos de controle mais rígidos. Na Espanha, por exemplo, será exigida uma triagem digital prévia para estadias mais longas, enquanto a Itália passa a operar com limite anual para emissão de vistos.
Esse endurecimento está diretamente ligado ao aumento no fluxo de turistas e migrantes vindos de fora da União Europeia, com destaque para o Brasil, que figura entre os principais emissores de visitantes ao continente.
Estadia longa fica mais difícil
Se o turismo de curta duração sofre impacto moderado, o cenário muda significativamente para quem deseja estudar, trabalhar ou viver na Europa. As novas regras tornam o processo mais demorado, caro e criterioso, especialmente para pedidos de residência e reunificação familiar.
Portugal e Espanha, destinos tradicionais de brasileiros, passam a exigir maior comprovação financeira e enfrentam aumento na demanda consular, o que contribui para filas e atrasos. Ao mesmo tempo, a implementação do Entry/Exit System (EES) reforça o controle sobre a entrada e saída de viajantes, com registro biométrico obrigatório.
O acordo de isenção de visto para turismo permanece válido, mas o cenário geral indica uma Europa mais rigorosa — onde planejamento prévio deixa de ser recomendação e passa a ser requisito básico para evitar imprevistos.