NEGÓCIOS

Credores pressionam e podem assumir até 90% da Raízen

Por Da Redação |
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Credores e investidores com títulos da Raízen aumentaram a pressão nas negociações
Credores e investidores com títulos da Raízen aumentaram a pressão nas negociações

Credores e investidores com títulos da Raízen aumentaram a pressão nas negociações de reestruturação e passaram a defender uma participação de até 90% no capital da companhia. A proposta envolve a conversão de cerca de 45% da dívida em ações.

O percentual pretendido é superior ao que vinha sendo discutido inicialmente pela própria empresa, que considerava transferir aproximadamente 70% do controle aos credores em um eventual acordo.

As tratativas ocorrem em meio à resistência dos atuais controladores — Cosan e Shell — em realizar novos aportes financeiros. Paralelamente, instituições como BTG Pactual, Itaú e Bradesco teriam indicado a possibilidade de restringir crédito a outras empresas ligadas ao grupo Cosan caso não haja avanço em um acordo mais favorável aos credores.

A Raízen protocolou em março um pedido de recuperação extrajudicial, diante de um endividamento estimado em R$ 65 bilhões, e busca evitar a via judicial. O processo ocorre sob pressão de prazo, já que a empresa precisa apresentar um plano até 6 de junho.

A piora na situação financeira está associada a uma combinação de juros elevados, investimentos ainda sem retorno e dificuldades operacionais nos segmentos de açúcar e etanol.
O caso também reflete um cenário mais amplo de restrição de crédito no país, marcado por reestruturações recentes envolvendo empresas como GPA e Alliança Saúde, além de outras companhias que avaliam medidas semelhantes.

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