FINANÇAS

8 em cada 10 famílias no Brasil estão endividadas

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
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Endividamento das famílias brasileiras bate recorde e já atinge 80,4% em 2026.
Endividamento das famílias brasileiras bate recorde e já atinge 80,4% em 2026.

O peso das dívidas no orçamento doméstico segue em alta no Brasil. Em março de 2026, o percentual de famílias endividadas atingiu 80,4%, o maior patamar já registrado na série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). O levantamento é realizado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O índice supera tanto o resultado de fevereiro deste ano, que foi de 80,2%, quanto o de março de 2025, quando estava em 77,1%, consolidando uma tendência de crescimento contínuo.

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Comprometimento da renda preocupa

Apesar do avanço do endividamento, o impacto direto sobre a renda apresentou leve melhora. Em média, as famílias destinaram 29,6% dos ganhos ao pagamento de dívidas — número ligeiramente inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Outro dado relevante é a redução na parcela de consumidores que comprometem metade ou mais da renda com dívidas, que caiu para 19,2%. Ainda assim, o cenário exige atenção, especialmente diante do aumento do endividamento entre famílias com renda mais alta.

Inadimplência se mantém elevada

O percentual de famílias com contas em atraso ficou em 29,6%, repetindo o desempenho do mês anterior. Já o grupo que afirma não ter condições de quitar dívidas atrasadas recuou levemente, chegando a 12,3%.

O tempo médio de atraso permanece em cerca de 65 dias. Houve, no entanto, uma pequena redução no número de consumidores com dívidas vencidas há mais de 90 dias, indicando uma leve melhora no perfil da inadimplência mais prolongada.

Diferença entre faixas de renda

O crescimento do endividamento foi observado em todas as classes sociais, com destaque para famílias que recebem acima de cinco salários mínimos. Por outro lado, os índices de inadimplência apresentaram queda entre os grupos de menor renda.

Entre aqueles que ganham até três salários mínimos, também houve redução no número de pessoas sem condições de pagar dívidas em atraso. Já nas famílias com renda superior a dez salários mínimos, os indicadores de inadimplência também registraram melhora.

O cenário geral mostra um país cada vez mais endividado, mas com sinais pontuais de reorganização financeira em alguns segmentos da população.

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