TENSÃO

Líder religioso do Irã ameaça Trump e anuncia novos ataques

Por Redação JP1 |
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Durante o discurso, o clérigo Abdollah Javadi Amoli, uma das principais autoridades religiosas do Irã, fez ameaças diretas a Israel e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Durante o discurso, o clérigo Abdollah Javadi Amoli, uma das principais autoridades religiosas do Irã, fez ameaças diretas a Israel e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A Guarda Revolucionária do Irã realizou novos ataques com mísseis e drones contra Israel nesta quarta-feira (4), segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana. A ofensiva ocorreu após um pronunciamento transmitido pela televisão no país.

Durante o discurso, o clérigo Abdollah Javadi Amoli, uma das principais autoridades religiosas do Irã, fez ameaças diretas a Israel e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No pronunciamento, o religioso afirmou que “derramar o sangue de israelenses e de Trump” seria um dever para muçulmanos xiitas devotos.


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O xiismo é a vertente do islamismo adotada como religião oficial no Irã e base da estrutura política e religiosa do país. Aos 92 anos, Javadi Amoli também integra a Assembleia de Peritos, órgão responsável por discutir a sucessão do líder supremo iraniano.

O conflito no Oriente Médio entre Irã, Estados Unidos e Israel chegou ao quinto dia nesta quarta-feira. De acordo com a organização Human Rights Activists News Agency (Hrana), o número de mortos no Irã já ultrapassa mil pessoas, enquanto mais de cinco mil ficaram feridas, entre elas cerca de 100 crianças.

A escalada da guerra começou no último sábado (28), quando forças militares dos Estados Unidos iniciaram uma ofensiva contra o território iraniano após um bombardeio realizado por Israel na capital do país. O ataque israelense teria ocorrido próximo a prédios governamentais e ao escritório do líder supremo iraniano.

Em resposta aos acontecimentos e à morte do aiatolá Ali Khamenei, o Irã ampliou suas ações militares e já teria atingido alvos em 14 países, incluindo aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein e Kuwait.

A tensão na região continua elevada, enquanto a comunidade internacional acompanha o avanço do conflito e teme uma ampliação da guerra.

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