Conhecido nacionalmente por ter cerca de 95% do corpo coberto por tatuagens, o gaúcho Leandro de Souza dá sequência a uma mudança que começou após sua conversão religiosa. Nesta semana, ele passou pela sexta sessão de remoção a laser no rosto, procedimento realizado em um estúdio especializado na cidade de Franco da Rocha, em São Paulo.
O tratamento faz parte de um cronograma que ainda prevê mais duas sessões, sendo a próxima apenas no fim do ano. O intervalo maior entre as etapas finais segue orientação técnica para garantir melhor cicatrização e evitar manchas.
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Do recorde à mudança de vida
Natural de Bagé, na fronteira com o Uruguai, Leandro ganhou notoriedade ao ser apontado como o “mais tatuado do Brasil” em um evento internacional realizado no Rio Grande do Sul. A marca estética, que por anos foi símbolo de identidade, passou a ser revista após ele se tornar evangélico.
A remoção tem sido realizada de forma gratuita por uma equipe sensibilizada com sua trajetória. O processo envolve múltiplas tecnologias a laser para eliminar detalhes pigmentados com maior precisão. Entre as recomendações estão cuidados tópicos, uso de gelo, evitar exposição solar e manter rotina saudável, fatores que auxiliam o organismo a eliminar os resíduos de tinta.

Logo após a sessão mais recente, Leandro seguiu para Petrolina, onde iniciará uma graduação de bacharelado em Missiologia e Teologia. Ele recebeu uma bolsa de estudos integral em uma instituição local e permanecerá na cidade pelos próximos quatro anos.
A escolha pelo curso reforça o desejo de atuar na área missionária. Ao longo da vida, ele enfrentou situações extremas, incluindo períodos em situação de rua e passagens pelo sistema prisional, experiências que agora pretende transformar em testemunho e trabalho religioso.
Livro previsto para abril
A fase de transformação também será registrada em livro. Com lançamento previsto para abril, a obra reunirá relatos sobre sua trajetória pessoal — da juventude marcada pelas tatuagens à decisão de removê-las após a conversão.
A publicação deve abordar episódios de vulnerabilidade social, conflitos internos e o processo de reconstrução da própria imagem, ampliando o debate sobre identidade, fé e recomeço.